A formalização do negócio está associada a uma renda média mensal 276% maior entre os empreendedores de Sergipe. É o que aponta o estudo “Empreendedorismo Informal sob a Ótica da PNAD Contínua”, elaborado pelo Sebrae com base em dados do quarto trimestre de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os empreendedores com CNPJ registraram renda média de R$ 5.893, maior valor dos últimos cinco anos e o terceiro maior do Nordeste, atrás de Alagoas e Pernambuco. Entre os informais, o rendimento médio foi de R$ 1.566.
A diferença de renda ocorre em um cenário de avanço da formalização no estado. Em 2015, 14% dos negócios estavam formalizados. Em 2025, a participação chegou a 24,2%. No mesmo período, o número de empreendedores com CNPJ passou de 44,6 mil para 66,2 mil, alta de 48,4%.
Já o contingente de empreendedores informais caiu de 274,7 mil para 207,8 mil, uma redução de 24,6% em dez anos.
Escolaridade
A escolaridade é outro fator destacado pelo levantamento. Mais da metade dos empreendedores informais (50,7%) não concluiu o ensino médio, enquanto 16% têm ensino superior incompleto. Em 2015, o percentual de informais sem ensino médio completo era de 78,4%.
Na última década, a participação dos que concluíram o ensino médio passou de 16% para 33,4%. Entre aqueles com ensino superior incompleto, o índice quase triplicou, de 5,7% para 16%.
“O que temos percebido é que a figura do microempreendedor individual tem se tornado o caminho procurado por essas pessoas, principalmente pela facilidade do processo de formalização e pelos benefícios proporcionados por essa categoria jurídica. Isso é importante porque a regularização do negócio traz novas perspectivas, não apenas em relação ao faturamento. Da mesma forma, identificamos uma busca constante por capacitação, o que aumenta a chance de sobrevivência desses negócios no mercado”, explica o superintendente do Sebrae, Christiano Dias Lebre.
Perfil
Os informais atuam principalmente nos setores de serviços (42,5%), comércio (23,2%) e agropecuária (17,5%). Quase 92% trabalham sozinhos e 8,2% são empregadores.
A maioria (61,4%) não possui local fixo de trabalho, enquanto 24,8% atua em loja, escritório ou outro estabelecimento. O perfil predominante é masculino (62,8%), de pessoas que se autodeclaram negras (74,9%) e de empreendedores entre 40 e 59 anos (43,9%).
O levantamento também mostra que 83% dos empreendedores informais não contribuem para a Previdência Social, embora o índice tenha recuado em relação a 2015, quando era de 88%.
Na jornada de trabalho, os empreendedores formalizados dedicam, em média, 42 horas semanais às atividades, contra 34 horas entre os informais.
*Com informações UMC Sebrae
Fonte: AJN1