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Entre o dever e o coração: a história da tenente Simone Linhares emociona no Dia das Mães – P.M.S.E.

Ao recordar a história, Simone define a própria filha como “filha da Radiopatrulha”, reconhecimento que traduz o acolhimento recebido dentro da corporação durante todo o processo de adoção

Em homenagem ao Dia das Mães, a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Sergipe resgatou uma história marcada por coragem, sensibilidade e amor incondicional. A trajetória da tenente Simone Linhares revela como uma ocorrência policial transformou completamente sua vida e deu origem a uma relação construída pelo afeto: a maternidade por adoção.

O reencontro emocionante aconteceu no Batalhão de Polícia de Radiopatrulha, unidade onde a oficial construiu grande parte da sua trajetória profissional e onde tudo começou. Durante a gravação da entrevista especial, Simone foi surpreendida pela chegada da tenente Svetlana e do tenente-coronel Vitor, personagens fundamentais naquele momento decisivo de sua vida.

Com a emoção estampada no rosto, Simone relembrou o dia em que, durante uma ocorrência no Bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju, sua história mudou para sempre. Na época, ela e a equipe da Radiopatrulha auxiliaram uma mulher em trabalho de parto. Após o atendimento, a militar foi surpreendida por um pedido inesperado.

“Quando eu cheguei lá, a médica disse: ‘A menina está pedindo socorro’. Depois, a mãe olhou para mim e disse: ‘A menina é sua’”, recordou a tenente.

A partir daquele momento, nasceu não apenas uma criança, mas também uma mãe.

Uma filha que nasceu de uma ocorrência

Ao recordar a história, Simone define a própria filha como “filha da Radiopatrulha”, reconhecimento que traduz o acolhimento recebido dentro da corporação durante todo o processo de adoção.

Sem estar cadastrada previamente no sistema de adoção e enfrentando dificuldades burocráticas para conseguir licença-maternidade, a policial encontrou apoio entre os próprios colegas de farda. Foi nesse momento que a então cabo Svetlana entrou em cena e ajudou Simone a lutar pelo reconhecimento de seus direitos como mãe adotante.

“Ela pegou na minha mão, literalmente. Eu devo muito isso a ela”, afirmou Simone, emocionada ao reencontrar a amiga após 16 anos.

Durante a conversa, a tenente Svetlana relembrou que, naquele período, não havia equiparação legal entre mães biológicas e mães adotantes dentro da legislação aplicada às militares estaduais. A mobilização das policiais contribuiu diretamente para mudanças que passaram a beneficiar outras mulheres da corporação.

“Hoje a gente pode contar essa história sabendo que ela favoreceu muitas outras mães depois de você”, destacou Svetlana.

O acolhimento que fez a diferença

Outro momento marcante da entrevista foi o reencontro entre Simone e o tenente-coronel Vitor, comandante da Radiopatrulha na época dos acontecimentos. A oficial relembrou o apoio humanizado recebido em um dos períodos mais difíceis de sua vida.

Ao perceber o desgaste emocional e físico da policial, o então comandante determinou que ela deixasse o serviço temporariamente para cuidar da filha recém-adotada.

“Aqui a prioridade é sua filha. Depois você retorna”, recordou Simone sobre as palavras do comandante.

Emocionado, o oficial afirmou que apenas cumpriu seu papel como comandante e companheiro de farda.

“A vida do policial já é tão dura. A gente tem que ser um pelos outros cada vez mais”, declarou o tenente-coronel Vitor.

Ao final das gravações, a emoção tomou conta do ambiente mais uma vez com a chegada surpresa dos dois filhos da tenente Simone para abraçar a mãe. Entre eles estava a jovem Samara, a filha adotada que protagoniza essa história de amor, acolhimento e transformação. O reencontro familiar encerrou a homenagem de forma emocionante, simbolizando os laços construídos através do cuidado, da coragem e do afeto que nasceram a partir de uma simples ocorrência policial e se transformaram em uma família unida pelo coração.

Eu descobri que nasci para ser policial”

Com mais de três décadas dedicadas à Polícia Militar de Sergipe, Simone também falou sobre sua relação com a Radiopatrulha e com a atividade operacional.

“Eu descobri que nasci para ser policial. Eu tenho isso na minha alma”, afirmou.

Admitida na corporação em 1993 como soldado, ela construiu toda a carreira dentro da Polícia Militar, passando pelas graduações de cabo e sargento até alcançar o oficialato. Grande parte dessa trajetória foi construída justamente dentro da Radiopatrulha, unidade que, segundo ela, representa sua segunda casa.

“Cada espaço daqui preencheu vazios na minha vida. Aqui eu alimento minha alma”, declarou.

Uma homenagem a todas as mães policiais militares

A história da tenente Simone Linhares representa tantas outras mulheres que conciliam a missão de proteger a sociedade com o desafio diário da maternidade. Mais do que uma homenagem individual, o relato simboliza o espírito de união, acolhimento e humanidade presente na Polícia Militar de Sergipe.

Neste Dia das Mães, a PMSE celebra todas as mães policiais militares que, com coragem e amor, transformam vidas dentro e fora da farda.

Assista ao vídeo completo e conheça essa emocionante história em nosso canal oficial no YouTube.

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