especialista explica sobre o tema – FaxAju

Nos últimos dias, o autismo ganhou grande repercussão com a possibilidade de estar associado à evolução do cérebro humano, após a divulgação de um estudo publicado na revista Molecular Biology and Evolution, conduzido pelo pesquisador Alexander L. Starr e outros cientistas, que analisaram como determinados tipos de neurônios evoluíram mais rápido no cérebro humano. Essa evolução ajudou a tornar o cérebro mais complexo e influenciou habilidades como linguagem, comunicação e interação social, áreas diretamente relacionadas ao autismo.

Para a psicóloga e co-fundadora da startup Abraço, Denise Ribeiro, os achados ajudam a ampliar o entendimento sobre o autismo.“Esses achados indicam que mudanças evolutivas que favoreceram habilidades cognitivas avançadas podem ter aumentado, como efeito colateral, a vulnerabilidade para alterações do neurodesenvolvimento, incluindo o autismo”, explica.

A forma como a ciência entende o Transtorno do Espectro Autista (TEA) está mudando. Se antes o autismo era visto apenas como uma condição ligada a dificuldades de socialização, hoje pesquisadores começam a olhar o tema por uma nova perspectiva: a da evolução do cérebro humano e da diversidade neurológica.Apesar dessa relação com a evolução, os cientistas reforçam que o autismo não foi favorecido pela seleção natural.

“Não há evidências científicas de que o autismo, enquanto condição clínica, seja uma adaptação evolutiva. A seleção natural atuou sobre funções cognitivas gerais, e não sobre o autismo em si”, destaca Denise Ribeiro.

Para especialistas, compreender a relação entre evolução cerebral e autismo abre caminhos importantes para o futuro, como o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, avanços na medicina personalizada e o fortalecimento de políticas públicas que garantam inclusão, cuidado e respeito às pessoas autistas e suas famílias.

A psicóloga também chama atenção para a importância de um olhar equilibrado sobre o tema. “Reconhecer o autismo como parte da diversidade neurológica humana é compatível com a ciência contemporânea, desde que isso não implique negar seu caráter de transtorno do neurodesenvolvimento nem minimizar a necessidade de suporte clínico, educacional e social”, afirma.

Segundo ela, a abordagem científica atual busca integrar duas dimensões fundamentais: o reconhecimento da diversidade neurológica e a garantia de intervenções baseadas em evidências, além de políticas públicas inclusivas. “Essas perspectivas não são opostas, mas complementares”, complementa.

A pesquisa reforça um entendimento cada vez mais presente na ciência e na sociedade: falar sobre autismo é falar de diversidade, informação e, principalmente, de acesso a direitos e suporte adequado.

Por Comunicação Startup Abraço

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