O produtor e dramaturgo Luciano Gomes apresentou detalhes do espetáculo infantojuvenil O Menino que Brincava com o Vento, em entrevista ao jornalista Barroso Guimarães, no programa A Hora da Notícia, da Aperipê FM 106,1. A montagem, realizada pelo Núcleo Mutamba Produções Artísticas, está em cartaz em São Cristóvão, com apresentações gratuitas em espaços culturais e educacionais do município.
O projeto foi aprovado no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Lei nº 14.399/2022), por meio do edital nº 8 da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAP), que viabilizou os recursos necessários para a produção do espetáculo.
Segundo Luciano Gomes, a peça nasceu de uma pesquisa iniciada em 2023, sob orientação do professor Gerson Pracetti, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). “Durante os estudos sobre os sonhos, surgiu a ideia de criar a história de um menino que tenta compreender o mundo e construir amizade com o invisível”, explicou o dramaturgo. Em 2024, o texto ganhou nova versão e, com o apoio da PNAB em 2025, foi reescrito e adaptado com a participação de toda a equipe artística.
A narrativa acompanha uma criança que enfrenta o medo da solidão e busca amizade no vento, descobrindo nele uma presença sensível e acolhedora. “É um espetáculo sobre a infância, a solidão e o poder da imaginação”, afirmou Luciano. Ele destacou também a importância da família no processo de escuta e apoio emocional às crianças.
Durante a entrevista, o dramaturgo revelou que a voz do vento na peça é interpretada por ele mesmo, recurso que reforça o tom poético e simbólico da montagem. “O som e a sonoplastia foram pensados para que o vento acompanhasse as transformações do personagem, marcando as passagens do enredo”, acrescentou.
Luciano lembrou ainda a relevância das leis de incentivo para a continuidade de iniciativas culturais. “Esse tipo de fomento é fundamental para que projetos teatrais possam ser realizados e circular por outras cidades”, afirmou. A última apresentação do projeto está agendada para o dia 10 de fevereiro, na Universidade Federal de Sergipe.
Ao encerrar a conversa, o dramaturgo deixou uma mensagem ao público: “Queremos que as crianças e as famílias compreendam que a imaginação é um lugar possível e que toda criança precisa se sentir ouvida.”