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Estudante da rede pública estadual de Monte Alegre é finalista em premiação nacional de empreendedorismo juvenil – RO Acontece

Projeto “Palmply”, desenvolvido no Centro de Excelência 28 de Janeiro, utiliza resíduos da planta para criar solução sustentável e concorre à vaga na Expo Nacional Milset Brasil 2026

O estudante Kaike Oliveira, do Centro de Excelência 28 de Janeiro, localizado em Monte Alegre, no Alto Sertão Sergipano, é finalista do prêmio Sebrae em parceria com a Milset Brasil. O aluno está concorrendo na categoria ‘Programa de Incentivo à Ciência e ao Empreendedorismo Juvenil’. O projeto promove a integração entre ciência e mercado, estimulando jovens a criarem soluções práticas e sustentáveis, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O foco principal é a transformação socioeconômica e a inclusão de estudantes da rede pública na maior feira científica juvenil do país.

Com sua orientadora, a professora Helayne Andrade, o aluno desenvolveu o projeto Palmply, que tem como objetivo produzir uma madeira ecológica de baixo custo, contribuindo para a redução do desmatamento, economia circular e sustentabilidade social. O projeto utiliza fibras da palma forrageira, planta abundante no Nordeste, para criar painéis, tipo compensado. “O projeto mostra que a pesquisa pode nascer da realidade e gerar impacto de verdade, a partir do estudo da palma forrageira e do reaproveitamento dos seus resíduos, transformando o que antes era descartado em conhecimento, inovação e geração de renda”, explica Kaike.

Ele pontua que o projeto está provando que a ciência não precisa ficar distante das pessoas, mas pode estar presente no território, resolvendo problemas reais e ajudando a construir um futuro mais sustentável para o semiárido.

Seleção e classificação

A seleção foi dividida em duas etapas: a primeira é a avaliação técnica realizada pelo Comitê Avaliador composto por representantes da organização do evento e de instituições parceiras, na qual avaliaram todos os trabalhos submetidos com base em critérios como clareza e consistência científica, relevância social e ambiental, originalidade e inovação, alinhamento aos ODSs e viabilidade prática do projeto.

Já a segunda e última etapa será por voto popular. Os três selecionados de cada região, a partir da avaliação anterior, farão um vídeo em que o público deverá engajar por meio de curtidas e comentários até o fim de janeiro para, assim, ser conhecido o campeão de cada região. Os grandes vencedores regionais garantem vaga e custeio total para apresentar suas ideias na Expo Nacional Milset Brasil 2026, que acontecerá entre os dias 19 e 23 de maio, em Fortaleza, no Ceará.

Trajetória

Ao longo do seu ensino fundamental, Kaike Oliveira sempre participou de projetos e atividades de leitura e comunicação, mas foi no Ensino Médio que iniciou o seu conhecimento por iniciação científica. Ele conta que, quando passou a ler artigos científicos, mirou um olhar mais crítico sobre a realidade. Esse contato ampliou sua capacidade de analisar problemas de forma fundamentada, compreender métodos de investigação e relacionar teoria e prática, fortalecendo seu envolvimento com a ciência como instrumento de compreensão.

O projeto Palmply é uma ramificação do BIOTECPALM, realizado na mesma unidade escolar, desenvolvido pelos alunos José Saulo Nunes, Antonio Lucas Oliveira e Kaike Oliveira, sob orientação da professora Helayne Andrade. O projeto surgiu como uma resposta às crescentes preocupações ambientais associadas à indústria do couro que, historicamente, utiliza métodos que podem ser altamente poluentes e prejudiciais ao meio ambiente.

Juntos, eles participaram de diversas feiras científicas estaduais: como a Feira de Ciências Monte-Alegrense (FECIMAG), Feira Científica de Sergipe (CIENART), Feira Territorial de Ciências do Alto Sertão Sergipano; nacionais: Reunião Anual da SBPC, Feira Nordestina de Ciências e Tecnologia (FENECIT), Feira Mineira de Iniciação Científica (FEMIC), Expo Nacional Milset Brasil (Milset 2025), Programa 30 dias de Ciência da Associação Brasileira de Incentivo à Ciência (ABRIC); e internacional, com a Expo Sciences International 2025 (ESI), em Abu Dhabi.

A professora e orientadora Helayne Andrade conta a emoção ao ver seu aluno ser reconhecido por projetos que nasceram dentro da escola, a partir da curiosidade, do esforço e da vontade de transformar a realidade ao seu redor. “Cada projeto desenvolvido com orientação mostra que a escola pública é um espaço de ciência, inovação e protagonismo juvenil. Ver meus alunos ganhando visibilidade em nível internacional, acreditando em si mesmos e percebendo que o conhecimento pode gerar impacto social é a maior recompensa do meu trabalho como educadora Esses reconhecimentos não são apenas conquistas individuais, mas, também, a prova de que a educação transforma vidas”, ressalta.

Foto: Unidade escolar

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