O vereador Fábio Meireles (PDT) fez duras críticas à administração da prefeita Emília Corrêa durante pronunciamento na Câmara Municipal de Aracaju. O parlamentar relacionou diferentes episódios envolvendo a gestão, cobrou esclarecimentos sobre investigações e questionou decisões adotadas pela Prefeitura, afirmando que “um problema está encobrindo outro problema”.
Ao iniciar o discurso, Fábio Meireles afirmou que a sucessão de fatos dificulta até mesmo o debate sobre cada caso. “Nós não sabemos nem do que falar precisamente, porque é um problema encobrindo outro problema”, declarou.
O vereador voltou a citar o caso envolvendo o uso de cartão corporativo por um servidor que já havia sido exonerado e, em seguida, mencionou a situação da presidente da Ajuprev Joana D’Arc. Segundo ele, a gestora teria permanecido como sócia-administradora de uma empresa, situação que, segundo o parlamentar, seria incompatível com as normas do estatuto do instituto.
Outro ponto destacado foi a operação que resultou na apreensão de R$ 240 mil em dinheiro vivo com o diretor do Departamento de Administração Financeira (DAF). Fábio Meireles ressaltou que o valor estava “dividido em três sacolinhas” e questionou o destino do dinheiro. “Eu sei que é para algum lugar”, afirmou, acrescentando que o episódio é um fato inédito em gestões municipais que acompanhou.
O parlamentar também criticou a abordagem da Guarda Municipal durante uma ação envolvendo a senhora Viviane. Segundo ele, a forma como ela foi conduzida gerou indignação e motivou questionamentos ao comando da corporação. “A ordem partiu da prefeita Emília Corrêa?”, perguntou. O vereador afirmou ainda que a Prefeitura deveria ter buscado uma negociação antes da intervenção e cobrou esclarecimentos sobre quem determinou a ação.
Na parte final do pronunciamento, Fábio Meireles questionou o decreto de contingenciamento anunciado pela administração municipal. O vereador comparou a medida com a adotada em 2017 pelo então prefeito Edivaldo Nogueira, afirmando que, naquela ocasião, havia uma situação financeira herdada da gestão anterior. Segundo ele, o cenário atual é diferente porque o ajuste ocorre sobre contas da própria administração de Emília Corrêa.
Para o parlamentar, o contingenciamento levanta dúvidas sobre a situação financeira do município. “O contingenciamento que a gestão da prefeita Emília faz é apontando para o ano de 2025, que ela mesma é prefeita”, declarou. Fábio Meireles encerrou afirmando que, em sua avaliação, a coincidência entre a publicação do decreto e a apreensão dos R$ 240 mil merece esclarecimentos por parte da administração municipal.