Por Barroso Guimarães
Basta de feminicídio e violência contra as mulheres: o alerta agora vem também das lideranças comunitárias de Aracaju. A presidente da Federação das Entidades e Ações Comunitárias de Aracaju (Feacaju), Adriana Oliveira, reforça que o enfrentamento a esse crime precisa envolver o poder público, as instituições e, sobretudo, as comunidades dos bairros da capital sergipana.
Segundo Adriana Oliveira, a violência de gênero ainda atinge mulheres de todas as idades e realidades, muitas vezes dentro da própria casa, o que torna a denúncia um passo decisivo para romper o ciclo de agressões. Ela destaca que lideranças comunitárias, associações de bairro e movimentos sociais podem ser pontes importantes para orientar vítimas, indicar a rede de proteção e estimular o uso de canais como o 180 e o 190 em situações de risco.
A presidente da Feacaju ressalta que é fundamental cobrar do poder público políticas permanentes de prevenção, acolhimento e punição aos agressores, em articulação com órgãos de assistência social, segurança pública e justiça. Para ela, ações educativas nas comunidades, escolas e espaços públicos ajudam a mudar mentalidades machistas, fortalecer a autoestima das mulheres e incentivar que vizinhos e familiares não se calem diante da violência.
Adriana Oliveira defende ainda que homens e jovens sejam chamados a participar dessa agenda, assumindo compromisso com o respeito e a igualdade em casa, nas ruas e no trabalho. Na visão da dirigente comunitária, dizer “basta” ao feminicídio é proteger vidas, fortalecer as famílias e construir uma cidade mais justa e segura para todas as mulheres de Aracaju.