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Figuras de Taubaté feitas em argila conquistam Indicação Geográfica | ASN Nacional

O Brasil conta, nesta quinta-feira (19), com mais uma Indicação Geográfica (IG) para o artesanato. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) reconheceu a IG, do tipo Indicação de Procedência (IP), para as figuras modeladas em argila produzidas em Taubaté (SP). O Sebrae atua para apoiar pequenos negócios na conquista desse registro.

O número de IGs nacionais sobe para 155, sendo 123 do tipo Indicações de Procedência (IP) e 32 Denominações de Origem (DO). O reconhecimento reforça o papel das IGs como instrumentos de valorização territorial, proteção do saber-fazer e estímulo ao desenvolvimento econômico regional, especialmente para pequenos produtores e artesãos.

Pavão é ícone da arte figureira de Taubaté e símbolo do artesanato paulista desde 1979

A documentação apresentada ao INPI demonstra que a arte figureira de Taubaté possui raízes históricas que remontam ao século XVII, com a chegada dos frades franciscanos durante a construção do Convento de Santa Clara, quando teve início a confecção de presépios em argila. O ofício foi transmitido de forma geracional, tendo como marco a atuação da artesã Maria da Conceição Frutuoso Barbosa (1866–1944), reconhecida como pioneira na modelagem de imagens sacras e na consolidação da identidade das chamadas figureiras.

“A IG cria um ambiente mais seguro para o artesão acessar novos mercados, agregar valor ao produto e preservar a autenticidade do saber-fazer local. No caso das Figuras de Taubaté, estamos falando de uma tradição viva, que gera renda, identidade e oportunidades de negócios para artesãos”

Hulda Giesbrecht, coordenadora de Negócios de Base Tecnológica do Sebrae Nacional

A notoriedade da produção está associada a símbolos culturais consolidados, como o Pavão, ícone da arte figureira de Taubaté e símbolo do artesanato paulista desde 1979, além de registros oficiais e iniciativas de proteção, como a Lei Complementar nº 55/1994, que reconhece o patrimônio cultural local. A tipicidade das peças também se expressa na técnica de finalização, marcada pelo uso do “azulão”, obtido a partir da combinação de pó azul ultramar, goma-laca e álcool.

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