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Fruit Attraction São Paulo amplia rodadas e leva pequenos produtores ao centro da negociação | ASN Nacional

O que antes era uma produção familiar virou fornecimento para hotel cinco estrelas em São Paulo. No Sítio Lumiga, em São Lourenço da Serra (SP), Luiz Célio Jones e Ana Paula Barone transformaram o jerivá, fruto nativo pouco explorado comercialmente, em uma linha com 18 produtos. Parte da produção já abastece restaurantes e a hotelaria de alto padrão.

Agora, pensando em explorar novos mercados, Célio e Ana estão entre os produtores levados pelo Sebrae à Fruit Attraction São Paulo, que chega à terceira edição com foco ampliado em rodadas de negócios. A feira, que vem se consolidando como um dos principais encontros do setor agrícola no hemisfério sul, põe frente a frente produtores de toda a América Latina e compradores e distribuidores de diversos lugares do mundo.

Esse ano o Sebrae levou 40 empreendedores para as rodadas de negócios, número que representa um avanço em relação à edição anterior, quando 15 empresas participaram efetivamente das negociações. “A gente ampliou o número de produtores e estruturou melhor essa participação. O objetivo é que eles cheguem aqui mais preparados e consigam, de fato, sentar com compradores qualificados e avançar nas negociações”, afirma Victor Ferreira, analista técnico do Sebrae.

A capacitação muda completamente o nível da conversa. A gente deixa de falar só de produto e passa a falar de mercado, de posicionamento, de venda. Chegamos aqui muito mais preparados para negociar.

Luiz Célio Jones, empreendedor

A operação foi organizada em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), por meio do programa Juntos Pelo Agro. O modelo combina preparação técnica e inserção comercial. O AgroBR, da CNA, atua na qualificação para exportação, enquanto o Sebrae oferece capacitação, apoio técnico e subsídios para certificações.

“A gente prepara o produtor para todas as etapas. Desde entender as exigências de certificação até saber como se apresentar, como negociar e como estruturar uma proposta comercial. Ele precisa chegar aqui pronto para conversar de igual para igual com o comprador”, diz Rosi Bandera, assessora de Relações Internacionais da CNA.

Georgeano Santos. do rancho Sagrada Família | Foto: Túlio Vidal

Internacionalização

No Vale do São Francisco, o movimento de profissionalização já acontece em outra escala. O Rancho Sagrada Família, de Georgeano Santos, produz manga em 48 hectares e exporta 85% da produção, ainda por meio de intermediários. A presença na feira marca uma mudança de estratégia.

“A gente já exporta, mas não com a nossa marca. Estar aqui é importante porque abre esse canal direto com o comprador, que é o que a gente busca agora para ganhar margem e ter mais controle sobre o negócio”, afirma. Segundo Georgeano, a preparação foi determinante para chegar a esse estágio. “Sem certificação, você não senta à mesa. O Sebrae ajudou tanto com orientação quanto com apoio financeiro.”

A certificação segue como um dos principais requisitos para acesso ao mercado externo, especialmente nas cadeias de fruticultura e agroindústria. Segundo as entidades, o apoio técnico e financeiro tem sido determinante para ampliar a participação de pequenos e médios produtores em feiras internacionais.

“Não é só trazer o produtor para a feira. Existe toda uma preparação antes, para que ele entenda o que vai encontrar aqui e como se posicionar. E depois também, para que esses contatos realmente se transformem em negócio”, afirma Ana Carolina Lima, analista do Sebrae Bahia, que participa da feira com 26 produtores, com destaque para manga, limão, cacau e açaí.

Danilo Rodrigues, da NutriBerry | Foto: Túlio Vidal

Entre os negócios com foco em exportação, a goiana NutriBerry, de Danilo Rodrigues, foi estruturada para atender o mercado internacional. Após oito anos no varejo de açaí, a empresa realizou a primeira exportação para os Estados Unidos em 2025. “O Sebrae teve um papel importante principalmente na parte de internacionalização. Ele ajuda a mostrar que esse caminho não é exclusivo de empresa grande e que, com preparação, a gente consegue acessar esses mercados”, afirma.

Na área de alimentos processados, a Co.Cook, de Sonivan Cunha, participa das rodadas em busca de distribuidores e novos mercados. A empresa produz alimentos naturais e funcionais e apresentou novas linhas ao mercado durante a feira. “Aqui a conversa é muito objetiva. O comprador já entende o produto, já sabe o que quer e a negociação acontece de forma mais direta. Isso ajuda muito quem está buscando expandir”, diz.

A Fruit Attraction segue até 26 de março no São Paulo Expo & Convention Center.

Juntos pelo Agro

O programa Juntos pelo Agro é uma iniciativa que tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de empreendedores e de micro e pequenas empresas, além da melhoria do ambiente de negócios do setor e da imagem do agronegócio brasileiro junto à sociedade. O objetivo é promover ações e intervenções coordenadas entre o Sebrae e o CNA/Senar junto aos pequenos negócios rurais.

A atuação inclui diagnóstico de soluções e planejamento em conjunto, adequação tecnológica e aplicações de soluções, capacitação e treinamentos e avaliação de indicadores e resultados.

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