Por Barroso Guimarães
O bairro Augusto Franco se prepara para celebrar os 17 anos do Galo do Augusto Franco, um dos blocos mais tradicionais do Carnaval de Rua de Aracaju. O evento será realizado no dia 7 de fevereiro, com programação gratuita que inclui orquestras de frevo, bonecos gigantes, trios elétricos e grandes atrações musicais.
Em entrevista concedida ao jornalista Barroso Guimarães, no Programa A Hora da Notícia, da Aperipê FM 106,1, o organizador e ex-vereador de Aracaju, Max Prejuízo, revelou detalhes sobre o evento. Ele destacou que o Galo do Augusto Franco surgiu em 2009, inspirado no Galo da Madrugada, de Recife, como uma forma de democratizar o acesso ao lazer e fortalecer a cultura popular.
“Nem todo mundo tem condições de viajar ou pagar por festas. O Galo oferece alegria e diversão de forma gratuita, valorizando o Carnaval de Rua e a convivência comunitária”, afirmou.
Nos primeiros anos, o bloco era acompanhado apenas por orquestras de frevo. A partir de 2013, ganhou também trios elétricos, misturando tradições pernambucanas e baianas. Em 2026, a programação terá como principal atração Márcia Freire, ex-vocalista da banda Cheiro de Amor, além de Bruninho Top 7 (ou Juninho Porradão), Robert Pankadão, Marlen Rios, Estação da Luz e Mulinho Top 7.
O desfile está marcado para as 19h, com a tradicional presença do Galo de quatro metros de altura e orquestras de frevo compostas por cerca de 50 músicos. O percurso acontecerá na Avenida 5, ponto central do Augusto Franco, que será isolada e contará com revista de segurança feita pela Polícia Militar.
Max ressaltou a importância de utilizar transporte público, táxis ou aplicativos, evitando o uso de carros particulares devido à falta de estacionamento no local. “Queremos garantir segurança e tranquilidade aos foliões. O importante é se divertir com responsabilidade”, afirmou.
O evento é fruto de uma ampla parceria entre a Prefeitura de Aracaju, Governo do Estado, Polícia Militar, FUNCAP, FUNCAJU, Emsurb e apoio de vereadores que destinaram emendas parlamentares. Também há patrocínio de empresas privadas e incentivo a comerciantes locais cadastrados para vender produtos durante a festa.
Além da música e da festa, o Galo do Augusto Franco construiu um forte vínculo cultural com a comunidade. Escolas da região envolvem alunos em atividades artísticas e educativas sobre o bloco, reforçando o sentimento de pertencimento. “O Galo não é meu, é da comunidade. Ele faz parte da identidade cultural do Augusto Franco”, concluiu Max Prejuízo.