Por Barroso Guimarães
Doença pode evoluir sem sintomas nas fases iniciais; acompanhamento oftalmológico é fundamental para preservar a visão
O glaucoma é uma doença ocular que pode provocar danos irreversíveis ao nervo óptico e comprometer progressivamente a visão. Um dos principais desafios é que, em muitos casos, a enfermidade evolui sem apresentar sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância das consultas oftalmológicas periódicas.
Em entrevista ao programa A Hora da Notícia, da Rádio Aperipê FM 106.1, a oftalmologista Fernanda Souto abordou a importância da identificação precoce da doença e dos cuidados necessários para reduzir o risco de perda visual.
A pressão intraocular elevada é um importante fator de risco para o glaucoma, mas não está presente em todos os casos. Por isso, a avaliação não deve se limitar à medição da pressão dos olhos. O exame do nervo óptico e outros procedimentos podem ser necessários para estabelecer o diagnóstico.
Tratamento ajuda a controlar a doença
Embora o glaucoma possa provocar perda visual permanente, existem tratamentos capazes de controlar sua progressão. Conforme as características de cada caso, a abordagem pode incluir colírios, procedimentos a laser ou cirurgia.
A escolha depende da avaliação médica, do estágio da doença e da resposta do paciente ao tratamento. O acompanhamento regular permite verificar se a estratégia adotada está controlando adequadamente o problema.
Como os danos ao nervo óptico não podem ser revertidos, identificar a doença antes que ocorram perdas visuais significativas é fundamental para preservar a visão.
Atenção aos exames periódicos
A ausência de dor ou de alterações perceptíveis na visão não significa que os olhos estejam saudáveis. Como o glaucoma pode avançar silenciosamente, esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento pode atrasar o diagnóstico.
A orientação é manter consultas oftalmológicas periódicas, especialmente quando existem fatores de risco, como histórico familiar da doença, e seguir as recomendações do especialista.
Pessoas que já receberam o diagnóstico não devem interromper ou modificar o tratamento por conta própria. A continuidade do acompanhamento é importante mesmo quando não há sintomas aparentes.
A prevenção de complicações depende da identificação da doença, do tratamento adequado e da adesão às orientações médicas.