Na quarta-feira (23), a produção brasileira Habeas Corpus estreou no catálogo da Netflix. Dividida em oito episódios, a trama embarca na onda das investigações criminais, mas do ponto de vista das histórias de tribunais.
Cheio de reviravoltas, Habeas Corpus explora os bastidores da Justiça e acompanha personagens envolvidos na revisão de um caso que desafia suas próprias convicções pessoais. Abaixo, leia tudo o que você precisa saber sobre a trama, que já tem todos os seus episódios disponíveis.
Qual é o enredo de Habeas Corpus?
A série acompanha Inez (Marjorie Estiano), uma ex-advogada criminalista e atual professora de Direito que criou um grupo de revisão criminal, formado por estudantes, para investigar possíveis erros judiciários.
O grupo busca reverter uma condenação de Jonathan (Hypólito), condenado pelo midiático assassinato de um milionário e de uma trabalhadora doméstica. O jovem, porém, alega que não cometeu o crime e é inocente das acusações. Assim, a equipe passa a reexaminar as provas do caso para buscar respostas para o crime.
Em contrapartida, está o antigo escritório de advocacia de Inez, comandado por seu ex-marido Murilo Villar (Vladimir Brichta) e o pai de um de seus alunos (Danton Mello). Eles defendem a filha do homem que morreu, acusada de ser a mandante do crime.
Personagens e produção
Além de Inez, outra personagem chave na trama é a estudante Marina (Any Gabrielly), que faz parte do grupo que reexamina o caso. A jovem se aproxima da docente também como uma motivação pessoal: para reparar uma injustiça que afetou sua família no passado.
Habeas Corpus, da Netflix, também conta com grandes atores do cenário nacional, como Marisa Orth, Natália Lage, Renata Gaspar e Tato Gabus Mendes.
A produção é uma criação de Leonardo Moreira, Luiz Villaça (também diretor-geral) e Donna Oliveira. Flávia Lacerda também fica responsável pela direção dos episódios, enquanto o roteiro final é assinado por Leonardo Moreira.
Inspiração real
Habeas Corpus, embora não trate diretamente de um caso real, se inspira em parte do trabalho realizado pelo Innocence Project Brasil — a primeira organização especificamente voltada para enfrentar a grave questão das condenações de inocentes no Brasil.
Com esse pano de fundo, a trama ficcionaliza uma realidade sobre erros judiciários, além de trazer debates importantes sobre a Justiça, como a desigualdade dos julgados e os desafios enfrentados na busca por reparações de condenações.
Em entrevista ao Estadão, Marjorie Estiano falou sobre a nova produção da Netflix: “Mostrar a Justiça do Brasil permite mostrar os problemas do brasileiro, a relação que ele estabelece com as leis, com a corrupção, com a falha, com a ambição, com a família, com os afetos. A série aborda, fundamentalmente, os nossos problemas. A desigualdade e o racismo estrutural são comuns a muitos países, mas particulariza-se quando você traz a cultura”.
A atriz também destacou as diferentes formas de justiça aplicadas na sociedade. “É ver o quanto uma instituição do Estado que se presta a ser extensiva a absolutamente todo mundo é claramente seletiva. Se dar conta disso é um horror. É um horror saber que a Justiça é para quem pode pagar por um bom advogado, não é para todo mundo”.
Fonte: AJN1