Em entrevista ao jornalista Barroso Guimarães, o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e especialista em trânsito, Rogério Saudações, fez um alerta preocupante sobre o aumento desenfreado de acidentes envolvendo motocicletas em Sergipe. Segundo o inspetor, o estado vive uma verdadeira epidemia de sinistros, o que tem causado a saturação do sistema de saúde pública.
Um dos principais fatores apontados para esse crescimento é a migração dos meios de transporte tradicionais, como os cavalos, para as motos, especialmente na zona rural e entre povoados. Rogério Saudações destacou que mais da metade dos condutores de motocicletas no estado não possui habilitação, o que resulta em falta de capacidade técnica para conduzir os veículos e coloca toda a sociedade em risco.
Além do drama familiar, o impacto financeiro é pesado. Uma vítima de trânsito custa, em média, mais de R$ 260 mil para os cofres públicos. Em casos de múltiplas fraturas, esse valor pode ultrapassar R$ 1 milhão. O inspetor defendeu uma união entre fiscalização rigorosa, educação para o trânsito nas escolas e a humanização dos condutores.
Trechos Críticos
Questionado sobre os locais que exigem maior atenção nas rodovias federais que cortam Sergipe, o inspetor da PRF apontou dois pontos de extrema periculosidade devido ao fluxo intenso e à pista simples:
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BR-101: Trecho entre Estância e Cristinápolis.
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BR-235: Trecho entre Areia Branca e Itabaiana.
A recomendação para os motoristas e motociclistas que trafegam por essas regiões é de paciência e cautela redobrada para evitar colisões frontais e saídas de pista.