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Ipesaúde alerta sobre prevenção ao diabetes e oferece cuidado multidisciplinar para beneficiários

O mundo volta o olhar para o Diabetes Mellitus neste 14 de novembro, data internacional de conscientização sobre o tema. No Brasil, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), a prevalência da doença está em 10,5% da população, o que equivale a cerca de 20 milhões de pessoas. O país ocupa a sexta posição no ranking global, com 16,6 milhões de casos diagnosticados entre adultos de 20 a 79 anos, segundo dados da IDF. Em Sergipe, o Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado (Ipesaúde) se une à missão de alertar sobre a prevenção e o tratamento desta, que é uma doença crônica.

O diagnóstico do diabetes é baseado nos resultados de exames laboratoriais que avaliam os níveis de glicose no sangue. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, os critérios incluem a glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dL, em pelo menos duas ocasiões, a hemoglobina glicada com valores iguais ou superiores a 6,5%, entre outros. Alterações como estas refletem em disfunções na ação da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, que em algumas situações pode ter sua produção reduzida ou sua eficácia comprometida, afetando o equilíbrio glicêmico.

O endocrinologista do Ipesaúde, Luiz Figueiredo, destaca que o principal fator de risco para o desenvolvimento do diabetes é a predisposição genética. “Ter um parente de primeiro grau com diabetes, como pai, mãe ou irmão, representa uma chance muito grande de se desenvolver no futuro. O grande problema do diabetes é porque os sintomas só aparecem quando a doença já está muito descompensada. Então, praticamente metade das pessoas que têm diabetes no Brasil nem sabem que têm”, alerta o médico.

Endocrinologista do Centro de Diabetes do Ipesaúde, Luis Figueiredo

Conforme o especialista, o tratamento da doença varia conforme o tipo: no Diabetes Tipo 1, é necessário administrar insulina exógena, devido à ausência de produção do hormônio pelo pâncreas. No Diabetes Tipo 2, o enfoque terapêutico pode envolver o uso de medicamentos que aumentam a eficácia da insulina endógena, além de mudanças no estilo de vida.

Convivendo com a doença

A beneficiária, Maura Conceição de Oliveira, de 71 anos, foi diagnosticada com diabetes há dez anos e está sob acompanhamento dos profissionais do Centro de Endocrinologia e Diabetes do Ipesaúde há cinco anos. Entre os atendimentos realizados frequentemente pela beneficiária, destaca-se o Exame do Pé Diabético, fundamental para a detecção precoce de alterações e a prevenção de complicações associadas à doença. O exame inclui avaliação clínica detalhada, que abrange avaliação dos reflexos, testes de sensibilidade e inspeção da pele, do sistema vascular e musculoesquelético.

“Na minha família não tinha diabetes. Minha mãe viveu até os 105 anos e nunca teve, meu pai não tinha e minha irmã também não tem; só eu tenho. Até hoje não sei o que causou o meu diabetes, mas ele está controlado. Ontem eu comi comidas que eu não podia comer, bebi refrigerante, mas graças a Deus hoje meu exame deu 110. Às vezes eu não sigo a dieta como deveria, mas tomo os remédios certinho”, contou Maura, que também destacou o bom atendimento recebido na unidade.

Centro especializado

Independentemente da causa ou do tipo de diabetes, o Ipesaúde oferece uma rede de cuidado integrada e multidisciplinar, que acompanha o paciente desde o diagnóstico até a educação em saúde e a promoção de hábitos de vida saudáveis. Este acompanhamento é realizado por meio do Centro de Endocrinologia e Diabetes, que atua de forma coordenada para garantir um suporte contínuo. 

Cristianne Nascimento, coordenadora do Centro, enfatiza que este cuidado especializado é vital para reduzir riscos, prevenir agravamentos e garantir uma melhor qualidade de vida aos pacientes, principalmente porque o diabetes, por ser uma doença crônica silenciosa, pode desencadear diversas complicações graves quando não é controlado adequadamente. 

“O Centro conta com uma equipe médica multidisciplinar composta por endocrinologistas, clínicos, nutricionistas, enfermeiros e psicólogos, garantindo que o Ipesaúde possa oferecer um atendimento completo aos pacientes com diabetes. Aqui, percebemos que, por meio da conscientização, é possível melhorar a qualidade de vida desses pacientes, incentivando mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas e uma alimentação equilibrada. Também reforçamos a importância do uso correto da medicação, já que tomar o remédio de forma irregular não traz os resultados esperados. Vemos que a educação em saúde é parte fundamental para o acompanhamento e o controle do diabetes”, destacou.

Como identificar

Entre os principais sintomas que podem servir de alerta para o diagnóstico do diabetes estão a perda de peso não intencional e o aumento da fome, da sede e da frequência urinária. No entanto, segundo o endocrinologista Luiz Figueiredo, a maioria dos pacientes não apresenta estes sinais. “Por isso o mais importante é realizar a investigação, mesmo na ausência de sintomas. Isto é mais simples do que parece. Um exame de sangue é suficiente para identificar se a pessoa tem ou não diabetes”, informa o especialista.

O médico é enfático em dizer que toda pessoa com mais de 35 anos, independente de qualquer situação, deve obrigatoriamente fazer o exame de glicemia e hemoglobina glicada. Mesmo abaixo desta idade, em algumas situações também é necessário fazê-lo, principalmente quem tem sobrepeso ou obesidade. Um dos riscos de não procurar tratamento para o diabetes é o possível acometimento de outros órgãos como coração, rins, fígado e olhos. Todo tratamento tem como grande objetivo justamente prevenir estas complicações.

“Hoje em dia, com as medicações que temos, qualquer paciente com diabetes, se tiver o diagnóstico no tempo certo, terá uma vida completamente normal. Só vai precisar do acompanhamento especializado e do tratamento, que além das medicações, envolve uma melhora do estilo de vida: exercícios físicos e alimentação”, orienta o médico do Centro de Endocrinologia e Diabetes do Ipesaúde. 

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