O técnico português João Carlos Barros, da Desportiva Aracaju, vive um momento delicado e já pode ser considerado na chamada “corda bamba” no comando da equipe. Sem conseguir sequer uma vitória no Campeonato Sergipano, o cenário se torna cada vez mais desfavorável, tanto pelos resultados quanto pelo desempenho apresentado em campo.
A derrota por 2 a 1 para o Itabaiana escancarou problemas que vêm se repetindo. A Desportiva até conseguiu sair na frente do placar, mostrando organização e competitividade no primeiro tempo. No entanto, ao longo da segunda etapa, o time caiu drasticamente de rendimento, especialmente após as substituições promovidas pelo treinador. As mudanças não surtiram o efeito esperado e acabaram contribuindo para a virada do adversário.
Nos bastidores, o discurso é de respeito ao profissional. Internamente, João Carlos Barros é visto como um treinador preparado, estudioso e com bom relacionamento no clube. O problema, segundo avaliações recorrentes, tem sido a leitura de jogo. Sempre que o técnico mexe na equipe, o desempenho despenca, a marcação perde consistência e o setor ofensivo deixa de funcionar. Esse padrão passou a ser apontado como o principal fator das derrotas acumuladas.
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Com a pressão crescente, já circula a informação de que a diretoria da Desportiva Aracaju iniciou contatos preliminares com possíveis substitutos. A ideia seria estar preparada para uma eventual troca de comando a qualquer momento, caso os resultados não apareçam de forma imediata. A avaliação é de que o elenco precisa de uma reação urgente para não comprometer toda a campanha no estadual.
A possível mudança no comando técnico é vista, inclusive, como uma alternativa para dar novo ânimo ao grupo de jogadores. No futebol, a troca de treinador costuma gerar impacto imediato, seja na motivação, seja na forma de jogar. A decisão final, no entanto, segue nas mãos da diretoria, que pondera entre a continuidade do trabalho e o risco de insistir em um projeto que, até agora, não apresentou resultados.