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Júlia, 80 Anos: Uma vida de dedicação e amor à educação inclusiva em Sergipe

Por Barroso Guimarães 

Aracaju, 18 de junho de 2025 – Em uma tarde marcada por emoção, respeito e gratidão, familiares, amigos, ex-alunos e admiradores se reuniram para celebrar os 80 anos de Maria Júlia dos Santos Cruz, carinhosamente conhecida como professora Júlia. Pedagoga, psicopedagoga e especialista em educação de deficientes visuais e auditivos, Júlia construiu uma trajetória que transcende as salas de aula e ecoa por gerações em Sergipe.

Nascida em 18 de junho de 1945, Júlia dedicou sua vida à educação, especialmente àqueles que, em tempos de preconceito e exclusão, encontraram nela a primeira mão estendida. Professora no Governo de Sergipe e na Prefeitura de Aracaju, além de lecionar em cursos de inverno nas Faculdades UVA e Pio Décimo, ela foi pioneira ao enxergar o potencial de alunos com deficiência, quando poucos ousavam acreditar.

Um legado de inclusão e esperança

A Escola Jacques Lusseyran, fundada por Júlia, tornou-se símbolo de inclusão e transformação. Ali, alunos como Lucas Aribé e Anne Caroline, hoje conhecidos como Lucas Aribé e Carol Guimarães, encontraram não só o aprendizado do braille ou das letras, mas uma filosofia de vida: “A falta de visão não é um empecilho para ser o que quiser.”

Lucas Aribé, músico, radialista, ex-vereador de Aracaju e afilhado de Júlia, emocionou-se ao relembrar:
“Se não fosse ela, não teríamos essa educação, esse conhecimento do mundo. Com Tia Júlia, a gente ia muito além do que se ensina na escola. Toda ascensão que tive, em qualquer área, tem as duas mãos dela. Júlia foi mais que professora, foi mãe duas vezes.”

Carol Guimarães, hoje radialista ao lado do pai, Barroso Guimarães, reforça:
“Cheguei à escola querendo aprender braille, mas aprendi muito mais com Júlia. Ela é minha madrinha de crisma e inspiração para minha vida profissional e pessoal.”

Júlia ao lado de Carol Guimarães e Lucas Aribé
Uma vida dedicada ao amor e à justiça

Júlia nunca fez da educação um negócio. Para ela, o ensino era missão. “Quando o aluno não tinha dinheiro para pagar a mensalidade, isso nunca foi motivo para não assistir às aulas”, recordam colegas e familiares. Sua luta era pelo direito de todos à educação, especialmente dos mais vulneráveis.

Ao longo dos anos, Júlia acompanhou de perto a trajetória de seus ex-alunos, orientando, aconselhando e inspirando. Quando Lucas Aribé assumiu a Câmara Municipal de Aracaju, Júlia o lembrava sempre: “Vote pelos deficientes.” Sua voz, firme e doce, permanece presente em cada conquista dos que passaram por suas mãos.

Homenagem Justa e Necessária

A celebração dos 80 anos de Júlia é mais que uma festa: é um tributo à coragem de quem desafiou o preconceito, à esperança de quem acreditou na mudança e ao amor de quem fez da educação seu sacerdócio. Sergipe deve muito a essa mulher de sorriso largo e coração incansável, que nunca buscou reconhecimento, mas hoje recebe, com justiça, o carinho de todos que foram tocados por sua luz.

Professora Júlia, a senhora é pilar. Que seus 80 anos inspirem novas gerações a acreditar que, com dedicação e amor, é possível transformar vidas e construir um mundo mais justo, inclusivo e humano.

Parabéns, Júlia. Seu legado é eterno.

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