O norte-americano Justin Gaethje usou o media day do UFC 324 para cobrar um aumento de remuneração aos atletas, dois dias depois de o Ultimate oficializar um acordo de transmissão estimado em mais de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 42 bilhões) com o grupo Paramount.
O evento, que acontece neste sábado, 24 de janeiro, em Las Vegas (EUA), marca o início da temporada 2026 e a estreia da organização nas plataformas de streaming da empresa, encerrando o modelo tradicional de pay-per-view. Apesar da nova fonte de receita, Gaethje afirma que o dinheiro ainda não chegou aos lutadores.
Reclamação pública
Escalado para disputar o cinturão interino dos leves (70 kg) contra o inglês Paddy Pimblett, o atleta de 37 anos declarou que não recebeu qualquer reajuste.
“Tenho 14 bônus de performance e, mesmo assim, não alcancei US$ 1 milhão no total. Isso não faz sentido. Deveria ser bem mais”, disse Gaethje à imprensa. O americano acrescentou que ouviu na manhã do mesmo dia o ex-campeão e comentarista Daniel Cormier afirmar que todos ganhariam mais neste card, mas, segundo ele, “não entrou um dólar sequer” a título de aumento.
Promessas não cumpridas
No anúncio do acordo, o presidente Dana White sinalizou que parte dos lucros seria repassada aos integrantes do plantel. Até o momento, a mudança não ocorreu, de acordo com Gaethje. A parceria com vigência de sete anos prevê que todos os eventos sejam exibidos ao vivo e na íntegra no Paramount+, serviço que cobra assinatura mensal inferior ao valor de um antigo PPV do Ultimate.
Gaethje e Pimblett fazem a luta principal do UFC 324, que inaugura a chamada “Era Paramount” na companhia.
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