Líderes internacionais da direita repercutiram os resultados do 1º turno das eleições brasileiras para a Presidência da República.
Javier Milei, da Argentina, e Benjamin Netanyahu, de Israel, parabenizaram Flávio Bolsonaro (PL) pela liderança na votação, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou a velocidade da apuração no Brasil para criticar o sistema eleitoral americano.
Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o 2º turno em 25 de outubro.
Trump não comentou diretamente o desempenho dos candidatos. O presidente americano usou a velocidade da apuração brasileira para questionar o sistema de votação dos Estados Unidos.
“125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, NO MESMO DIA!”, disse Trump, que terá sua popularidade testada nas urnas no próximo dia 3 de novembro, com as eleições de Meio de Mandato.
No entanto, seu elogio tinha como objetivo atacar o sistema americano. “Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para serem manipulados, quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!”, publicou em sua rede social Truth Social.
Javier Milei, presidente da Argentina que foi ao lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro em julho, comemorou o resultado citando o avanço da direita nas eleições da América Latina. “O continente americano é de cidadãos que querem viver em liberdade”.
Ainda na América Latina, Flávio recebeu o apoio do colombiano Abelardo De La Espriella. “Hoje meu coração está com o Brasil; que Deus se compadeça do país irmão, assim como fez com a Colômbia. A verdadeira mudança é derrotar a esquerda”.
Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parabenizou Flávio Bolsonaro e afirmou esperar que Brasil e Israel retomem a “extraordinária amizade” entre eles.
A relação entre Brasil e Israel está marcada por um forte desgaste desde o início da guerra em Gaza. O Brasil está sem embaixador em Tel Aviv desde 2025, e Lula foi declarado persona non grata pelo governo israelense em 2024, após comparar a ofensiva de Israel em Gaza ao Holocausto.
Israel também retirou a indicação para o posto de embaixador em Brasília e passou a ser representado por um encarregado de negócios.
Na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lula acusou Israel de cometer genocídio em Gaza. Netanyahu rebateu as declarações no mesmo espaço
Fonte: AJN1