PANROTAS / Emerson Souza
A Azul Viagens anunciou nesta sexta-feira (13) mudanças no modelo de classificação das agências de viagens parceiras. A novidade chega com benefícios como comissão diferenciada, incentivos por desempenho e participação em famtours.
“Já tínhamos um modelo de clusterização, que era muito bem aceito pelas agências, mas quisemos formalizar algumas coisas, dar um destaque maior para as agências que, de fato, vendem bastante e precisamos reconhecer as que são fiéis à azul Viagens”
Head da Azul Viagens, Giulliana Mesquita
Ainda segundo ela, hoje, quando há um modelo de multimarca, não necessariamente é preciso ter agências fiéis a alguma operadora. “Mas acredito que o mercado e as agências só têm a ganhar quando focamos em proposta de valor e não necessariamente em quem está mais ou menos barato, em quem paga mais comissão ou menos. Essa competição não é saudável para ninguém”.
Azul Viagens com uma base mais sólida
A nova classificação do programa para as agências foi criada em um momento favorável, em que a Azul acaba de sair do Chapter 11 mais forte, segundo a head da Azul Viagens.
“A operadora cresceu seis vezes de 2019 para 2025 e o nosso foco agora é construir uma base sustentável, sólida. Um dos primeiros movimentos que a gente está fazendo é a contratação da Marcela Ciasca, que passa a ter um papel muito importante na estruturação do que chamamos de soluções de negócio”, comenta Giulliana.
“E esta é a primeira entrega que estamos fazendo em relação ao programa de excelência, o qual está relacionado às ferramentas que começaremos a entregar tanto para nossa rede de lojas quanto para as nossas agências. O objetivo é começar a agregar valor para dentro da operadora e eu acho que cada vez mais a gente passa a não ser uma operadora só de um produto e ampliamos esse leque para entregar proposta de valor“
Head da Azul Viagens, Giulliana Mesquita
PANROTAS / Emerson Souza
O diretor da Azul, Daniel Bicudo, complementa: “A saída do Chapter 11 faz com que a gente olhe mais profundamente para os nossos clientes. Estamos falando de um B2C muito mais forte, entendendo o programa de fidelidade, quais são os tiers, quais são os benefícios. Haverá outras ações parecidas com essa também na companhia aérea e nos outros negócios”.
Giulliana ainda destacou que a operadora está totalmente dentro das expectativas. “Foi um momento de saída de Chapter e a Azul como um todo comemorou muito isso, pois desde a entrada nele, já estávamos mirando na saída. E foi uma saída em tempo recorde. Estamos mais seguros e sólidos”, afirma Giulliana.
Perspectivas da Azul e da Azul Viagens para 2026
O vice-presidente comercial da Azul, Daniel Bicudo, comenta que a companhia aérea tem um plano de negócio de crescimento mais sustentável, seja no nível da frota, seja na própria malha.
“Tiramos alguns mercados que podem voltar, mas que não eram rentáveis, porque precisávamos de uma sustentação equilibrada da empresa. E vemos um ano com o equilíbrio de canais de distribuição da companhia, para que a gente conseguia desenvolver o Turismo de uma forma muito mais sustentável”
Daniel Bicudo, VP comercial da Azul
Sobre a operadora, Giulliana Mesquita comenta: “É o primeiro ano que não vamos crescer de forma gigantesca. Temos uma expectativa de crescimento, sim, mas em 2026 estamos mais focados em melhorar nossas oportunidades e agregar valor à rede“, destaca.
A importância das agências multimarcas
Por fim, Giulliana Mesquita fala sobre a importância das agências multimarcas para a operadora. “Sem elas a gente não conseguiria sustentar, por exemplo, os nossos voos dedicados, e também não conseguiria estar no patamar em que estamos hoje. Temos um plano de expansão de agências ativas em outras regiões, então focamos na contratação de executivos comerciais para expandir a ativação dessas agências. A relação do agente multimarca com as Azul Viagens é muito próxima”, conclui a head da operadora.