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Março Roxo: uso do canabidiol melhora a vida das pessoas com epilepsia

A epilepsia é uma doença neurológica crônica que é controlada com tratamento, mas existe um preconceito com os pacientes, pois algumas pessoas ainda acreditam na possibilidade de transmissão. Com a finalidade de desmistificar e conscientizar a população quanto aos primeiros socorros, é realizada anualmente a campanha internacional Março Roxo. A novidade do uso de canabidiol vem melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

A cor roxa foi escolhida em virtude da solidão pela qual passam várias pessoas acometidas pela doença e que ainda convivem com o mito de que a epilepsia é contagiosa. A campanha orienta sobre os primeiros cuidados e socorro aos pacientes principalmente em momentos de crise, a exemplo de proteger a cabeça, não segurar a língua e virar de lado.

Entre as ações está a utilização da cor roxa em iluminação de prédios e em roupas, além da realização de caminhadas visando conscientizar a sociedade e dar suporte aos pacientes.

Lei

Na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), foi aprovada a Lei nº 8405/2018, de autoria da então deputada Goretti Reis. O objetivo é instituir e incluir no Calendário de Eventos do Estado de Sergipe o Dia Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Epilepsia, conhecido como ‘Purple Day’. A data deve ser celebrada anualmente em 26 de março.

A epilepsia é uma doença cerebral que causa crises convulsivas, podendo ser de vários tipos, dependendo da área do cérebro afetada. A condição neurológica impacta diretamente na qualidade de vida dos pacientes.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, em Sergipe, o tratamento com canabidiol direcionado aos pacientes com epilepsia refratária que se encaixam em doenças específicas como síndrome de Dravet, síndrome de Lennox–Gastaut (SLG) e Complexo Esclerose Tuberosa (CET), tem transformado e promovido mais qualidade de vida a pacientes que sofrem com crises epilépticas.

O serviço é disponibilizado no Núcleo de Atendimento em Terapias Especializadas (Nate), localizado no Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Aquino (CER IV), onde são atendidos cerca de 73 pacientes com epilepsia refratária que utilizam a Cannabis medicinal.

Foto: Felipe Goettenauer/Governo de Sergipe

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