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Maternidade Nossa Senhora de Lourdes oferece tratamento materno e fetal para grávidas de alto risco

A Ala Rosa da unidade dispõe de 36 leitos para monitoramento multiprofissional para gestantes de alto risco

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alto risco da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é dividida em setores para tratamento de gestantes, puérperas e bebês prematuros. A Ala Rosa é dedicada ao internamento de gestantes de alto risco da unidade e é fundamental para garantir a segurança materna e fetal em situações que exigem vigilância contínua e cuidados especializados.

A MNSL é dividida pelo Complexo Neonatal, onde está inserida a Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (Utin); o Centro Cirúrgico que compõe, também, o Centro Obstétrico; a Admissão, que é o pronto-socorro e as enfermarias como a Ala Verde, onde é ofertado o serviço do Método Canguru para os bebês prematuros; a Ala Azul que é o alojamento conjunto, onde ficam internados mãe e bebê, além da Ala Rosa, onde é oferecido o tratamento especializado para gestantes de alto risco.

O ginecologista e obstetra Márcio Alves, explica que a Ala Rosa é uma enfermaria que atende gestantes de alto risco, internadas por diversas patologias e que necessitem de compensação ou de vigilância até o momento do parto. “Temos pacientes cardiopatas, diabéticas, pacientes com bolsa rota, com infecções urinárias graves e assim por diante.  Nosso trabalho consiste em compensá-las clinicamente, e aquelas que têm indicação de permanência até o parto, fazemos a vigilância necessária para que o parto se dê da melhor maneira possível e que não haja intercorrências maiores”, explicou.

As pacientes internadas na Ala Rosa são visitadas e observadas diariamente, 24 horas por dia. Se necessário, são realizados os exames importantes para as suas patologias específicas, inclusive com a ajuda de profissionais de outras especialidades, como cardiologistas, cirurgiões vasculares, endocrinologistas, entre outras especialidades.

A enfermeira da Ala Rosa, Isadora Machado, ressalta que o internamento no setor permite o monitoramento rigoroso de condições clínicas que podem evoluir rapidamente e trazer complicações graves. A internação possibilita a avaliação contínua do estado de saúde da gestante e do feto, por meio de exames clínicos e monitorização fetal frequente. “Isso favorece a identificação precoce de sinais de agravamento, bem como permite a intervenção imediata por uma equipe multiprofissional, garantindo uma abordagem rápida e eficaz diante de qualquer intercorrência. O internamento contribui para a redução da morbimortalidade materna e perinatal, promovendo melhores desfechos clínicos, além de proporcionar maior segurança emocional à gestante e à família, diante de um acompanhamento mais próximo e qualificado”, reforçou.

Estrutura

A Ala Rosa da MNSL possui 12 enfermarias com três leitos em cada, totalizando 36 leitos de internamento. Os serviços ofertados são monitorização materna e fetal contínua, assistência médica especializada, cuidados de enfermagem obstétrica, administração de terapias específicas, realização de exames laboratoriais e de imagem, suporte multiprofissional, planejamento do parto e da assistência neonatal, educação em saúde e apoio emocional, além de vigilância para complicações obstétricas.

De acordo com a enfermeira Isadora, os principais tratamentos oferecidos são controle de síndromes hipertensivas da gestação, manejo do diabetes gestacional e de doenças maternas associadas, prevenção e manejo do parto prematuro, tratamento de infecções maternas, suporte em casos de restrição de crescimento fetal, prevenção e tratamento de complicações tromboembólicas, hidratação venosa e suporte clínico, indução ou interrupção da gestação quando necessário, suporte emocional e acompanhamento multiprofissional.

A gestante de 35 semanas, Rafaelle Santana de Carvalho, está internada há uma semana na unidade. Ela apresentou problemas de hipertensão arterial nesta que é a sua quarta gestação. “Já tive três perdas, a primeira foi uma gravidez não embrionada, a segunda eu perdi com oito semanas, e a terceira, em maio do ano passado, eu precisei fazer curetagem porque já estava com quatro meses. Agora, estou na luta para segurar o meu Cleiton Miguel. Vim pra cá porque, além da pressão alta, também estava hipoglicêmica, com o açúcar baixo. Mas, agora, estou bem melhor e já vou receber alta para continuar o tratamento em casa até completar 37 semanas e voltar para fazer o parto. Aqui, o atendimento é tranquilo, o pessoal é bem bacana”, contou.
 

Fotos: Ascom SES

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Fonte:

Agência Oficial

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