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Milton Dantas explica funcionamento do fundo da SAF e afirma que dirigentes não receberam ressarcimentos

Por Barroso Guimarães 

Presidente da Federação Sergipana de Futebol diz que recursos da SAF estão em fundo de investimento e rebate questionamentos sobre dívidas deixadas por antigas gestões

O presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), Milton Dantas, explicou como funciona a liberação de recursos para a Associação Desportiva Confiança dentro da estrutura da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo ele, o dinheiro destinado ao custeio das atividades não fica diretamente na conta da associação, mas em um fundo de investimento.

De acordo com Milton, quando a Associação Desportiva Confiança solicita recursos para manter as atividades do dia a dia, é apresentado um planejamento ao conselho responsável pela análise dos pedidos. O colegiado é formado por quatro investidores e por um representante da associação, atualmente a advogada Daniele.

Após a análise, os recursos aprovados são transferidos para a conta da associação. Milton ressaltou que, portanto, o dinheiro permanece inicialmente no fundo de investimento e só é liberado mediante solicitação e aprovação.

O dirigente também afirmou que não recebeu recursos da SAF como forma de ressarcimento por valores que teria colocado no clube durante sua gestão. Segundo ele, o mesmo ocorreu com outros ex-dirigentes.

Milton lembrou que deixou a presidência do Confiança em 2011 e afirmou que, durante sua gestão, contraiu obrigações pessoais para ajudar o clube, mas não deixou dívidas pessoais para a instituição.

Ele citou o ex-deputado federal Jerônimo Reis como uma pessoa que o ajudou naquele período. Segundo Milton, Reis contribuiu para o pagamento de uma dívida que havia sido contraída em seu próprio nome enquanto presidente do Confiança.

“Eu não deixei dívida para o Confiança pagar”, afirmou.

O presidente da FSF também diferenciou as obrigações trabalhistas e fiscais das chamadas dívidas pessoais, ressaltando que não considera correto atribuir às administrações posteriores a responsabilidade por compromissos que tenham sido assumidos individualmente.

Ao comentar novamente a questão da SAF, Milton declarou que nem ele, nem Luiz Alberto, nem Iago França teriam sido ressarcidos por recursos colocados no clube por meio de gestões anteriores.

Com isso, o dirigente afirmou considerar encerrada a discussão sobre eventuais ressarcimentos relacionados às antigas administrações.

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