Mulheres e negros ganham menos em Aracaju, aponta Censo do IBGE

(Foto: Freepik)

Apesar de Aracaju ter sido a capital do Nordeste com maior taxa de ocupação (55,9%) e com o índice maior do que a média do estado (48,2%) durante o período de referência do Censo 2022, as desigualdades em relação ao mercado de trabalho são ainda mais latentes do que a média estadual. As informações fazem parte da publicação do Censo Demográfico 2022: Trabalho e Rendimento.

O rendimento médio na capital sergipana na data de referência do Censo 2022 era de R$3.369,71. No entanto, um homem ganhava em média R$ 3.802,86, enquanto que uma mulher R$ 2.899,79, o que representa uma média de rendimento 31,1% maior entre os homens. Em relação valor do rendimento nominal médio mensal, em Sergipe, os homens alcançaram uma média de R$ 2.236,36 enquanto que as mulheres, R$ 1.984,20 – valor 11,27% menor do que os homens.

As diferenças são ainda mais acentuadas quando se é feito o recorte por cor e raça. A população branca, segundo o Censo 2022, em Aracaju, teve um rendimento médio R$ 4.499,99, enquanto que o da população parda foi de R$ 3.127,35 e o da preta de R$ 2.249,61. Esses valores mostram que, na capital sergipana, o rendimento médio de uma pessoa branca é 43,9% maior do que o de uma parda e o dobro do que o de uma pessoa preta.

Em Sergipe, entre a população branca, o rendimento foi para R$2.783,40, enquanto entre os pardos, o rendimento médio cai para R$1.962,60; e entre os pretos, para R$ 1.729. Ou seja, em Sergipe, o rendimento médio de uma pessoa branca é 61% maior do que o de uma pessoa preta – índice pouco superior ao da média nacional, que é de 55%

Em Aracaju, uma mulher preta ganhava, em média, R$ 1.951,85 enquanto que um homem branco, R$ 4.917,16. Nesse sentido, segundo o Censo 2022, o rendimento de um homem branco foi 152% maior do que o de uma mulher preta. Vale destacar que o valor do salário mínimo vigente quando o Censo 2022 foi realizado era de R$ 1.212.

Nível de escolaridade

Do total de pessoas ocupadas no período de referência do Censo 2022, em Aracaju, 33,8% tinham ensino superior completo; 39,5% médio completo e superior incompleto; 11,6% fundamental completo e médio incompleto; e 15% eram sem instrução ou fundamental incompleto. A diferença de escolaridade se reflete também nos rendimentos.

Uma pessoa com ensino superior completo em Aracaju recebeu, em média, R$ 6.417,3, frente a R$ 2.087,37 com médio completo e superior incompleto; R$ 1.427,39 com fundamental completo e médio incompleto; e R$ 1.321,65 sem instrução ou fundamental incompleto.

Ainda quando possuem o mesmo nível de escolaridade, o rendimento médio com recortes de sexo, cor e raça guarda grandes diferenças. Um homem branco com ensino superior teve rendimento médio R$ 8.929,83, enquanto que um homem pardo teve R$ 8.290,40 e um preto chegou a R$ 5.918,34. Já uma mulher branca com ensino superior recebeu em média R$ 6.101,87, uma parda R$ 4.455,88 e uma mulher preta R$ 3.452,87.

 

Fonte: IBGE

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