A Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) realizou, na noite desta quinta-feira, 9, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, o concerto ‘Sopros da Tradição’, que marcou a abertura da Série Cajueiros 2026. A apresentação contou com regência e solo do oboísta convidado Alex Klein. A Orsse é uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap).
O programa teve início com a abertura da ópera ‘As Bodas de Fígaro’, de Wolfgang Amadeus Mozart, seguida pela Sinfonia nº 3 em Ré maior, de Franz Schubert, obra que amplia o lirismo característico do período clássico. Encerrando a noite, o Concerto para Oboé, de Richard Strauss evidenciou o protagonismo do instrumento solista em uma escrita refinada e expressiva.
Responsável pela regência e solo, o oboísta convidado Alex Klein destacou a alegria de se apresentar em Aracaju ao lado da Orsse e ressaltou a importância da música erudita para o desenvolvimento cultural. “É um grande prazer estar em Aracaju e trabalhar com a Orsse. A música erudita é uma das mais belas expressões artísticas, e a presença de uma orquestra sinfônica representa o desenvolvimento cultural de uma cidade. Meus parabéns a esse grupo, que representa tão bem as belas artes”, celebrou.
Ao longo do concerto, o sopro se destacou como elemento central, conectando diferentes momentos históricos e reforçando a continuidade da linguagem musical entre o classicismo, o romantismo e suas releituras.
Público aprova
A apresentação envolveu o público do início ao fim, com momentos de silêncio atento e aplausos ao término das execuções, evidenciando a conexão entre plateia e orquestra ao longo da noite.
Pela primeira vez em um concerto da Orsse, a turista do Rio Grande do Norte, Marília Luanda, destacou a experiência e a emoção de acompanhar a apresentação.“Minha expectativa para essa noite estava altíssima e foi totalmente atendida. Sempre achei que, no Brasil, a gente precisa explorar mais esse tipo de evento e torná-lo mais acessível. Quando vi a divulgação, corri para garantir meu ingresso. Sempre amei música, então estou muito feliz de estar aqui”, relatou.
Frequentador assíduo da Orsse, Luiz Araújo, de 88 anos, destacou a admiração pela orquestra e a emoção de acompanhar os concertos. “A Orquestra Sinfônica de Sergipe é uma das melhores do Brasil, cheia de talentos. Toda vez que venho, é uma honra e uma emoção muito grande. Sempre trago meu filho, e saio daqui com a sensação de alma renovada”, comentou.
Já o funcionário público Luiz Cláudio destacou a diversidade do repertório da orquestra e a qualidade das apresentações.“A orquestra transita por vários estilos musicais, e isso é muito interessante. Sempre que posso estou presente, principalmente nos concertos clássicos e eruditos, que são meus favoritos. E hoje, com a presença de Alex Klein, que é um gênio da música, a experiência fica ainda mais especial”, ressaltou.
Série Cajueiros
Criada em 2007, a Série Cajueiros é reconhecida por seu repertório diversificado, que inclui sinfonias de diferentes períodos históricos, obras pouco conhecidas ou inéditas, além da participação de renomados musicistas de todo o mundo.
Foto: Júlia Rodrigues