Por Barroso Guimarães
No Brasil, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e também a principal causa de morte por câncer na população feminina. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o triênio 2023-2025, são estimados cerca de 73.610 novos casos por ano em todo o país. Em Sergipe, a previsão de novos diagnósticos acompanha esse cenário preocupante, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Em entrevista exclusiva ao programa A Hora da Notícia da Aperipê FM, a médica rádio-oncologista Dra. Jordana de Paula destacou que o Outubro Rosa vai além do mês de outubro, sendo um movimento de conscientização para o cuidado constante com a saúde das mamas. “O câncer de mama é uma realidade que atinge uma a cada oito mulheres no Brasil. Por isso, a prevenção por meio de hábitos saudáveis e o diagnóstico precoce são fundamentais para elevar as chances de cura”, afirmou a especialista.
Dra. Jordana ressaltou que a idade para início da mamografia foi atualizada pelo Ministério da Saúde: agora, mulheres a partir dos 40 anos têm direito ao exame, antecipando a detecção da doença em fases mais iniciais. Este avanço é crucial, já que o rastreamento precoce pode proporcionar até 90% de chance de cura. O exame deve ser feito a cada dois anos entre 50 e 74 anos, mas caso haja sinais suspeitos, como nódulos ou secreção nos seios, a ida ao médico deve ser imediata.
A médica também apontou os desafios enfrentados pela rede pública para garantir um diagnóstico ágil e tratamento rápido, destacando a demora em consultas e exames, que pode aumentar a mortalidade, principalmente no Nordeste. “O programa ‘Agora Tem Especialistas’ busca reduzir esse tempo, mas ainda há muito a avançar”, enfatizou.
Sobre o autoexame, Dra. Jordana explica que ele continua sendo importante como forma de atenção ao próprio corpo, porém o principal método para o diagnóstico é a mamografia. “Se sentir algo diferente, procure um médico rapidamente”, orienta.
Além disso, a especialista falou sobre os avanços no tratamento do câncer de mama, que atualmente é mais personalizado e menos agressivo para muitas pacientes, inclusive com opções que evitam a queda de cabelo, um dos maiores temores das mulheres.
A mensagem final da entrevistada é clara e encorajadora: o cuidado com as mamas deve ser contínuo, e o diagnóstico precoce não é sentença, mas sim a porta para cura e qualidade de vida. “Procure o médico, faça a mamografia, cuide-se durante todo o ano”, concluiu Dra. Jordana de Paula.
Para mais informações, a médica está disponível no Instagram @danadps.