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Perseverance encontra em Marte rochas que podem revelar história da água no planeta

Em setembro de 2023, o rover Perseverance, robô explorador da NASA, chegou a uma região chamada “Unidade Marginal”, em Marte, onde os cientistas encontraram fortes sinais de carbonatos, minerais que, na Terra, costumam se formar em águas rasas de lagos e oceanos. Esses ambientes podem favorecer a existência de vida. A informação foi publicada pela Nasa na última segunda-feira (21).

A equipe também encontrou rochas ígneas, formadas a partir do resfriamento do magma, seja no interior de Marte ou após atividades vulcânicas na superfície. Essas rochas são importantes porque seus cristais conseguem preservar informações sobre quando e como foram formadas.

Além disso, nesse caso, elas preservam sinais de que tiveram contato com água pelo menos três vezes no passado.

As descobertas foram possíveis pelo instrumento SuperCam, instalado no mastro do rover Perseverance. Com ele, é possível identificar os minerais das rochas analisando a luz que elas refletem.

Quando os cientistas encontram uma rocha interessante, podem comandar a SuperCam para disparar um laser a até 6,5 metros de distância. O laser cria uma pequena quantidade de plasma, e a luz emitida por esse material permite descobrir quais elementos químicos estão presentes na rocha.

“Antes de chegarmos à Unidade Marginal, a principal hipótese — derivada de observações orbitais — era que o carbonato visto da órbita se formou a partir da interação com o lago que existia na Cratera Jezero”, disse Candice Bedford, cientista pesquisadora da Universidade Purdue em West Lafayette, Indiana, e principal autora do estudo.

Resfriamento lento

O rover Perseverance explorou a Unidade Marginal ao longo de aproximadamente 265 metros de altitude. Com isso, identificou nas áreas mais altas rochas com grandes cristais de olivina, um mineral formado por magnésio e ferro, praticamente sem vestígios de contato com a água.

Os cientistas acreditam que essas rochas se formaram a partir de magma no interior de Marte, que esfriou lentamente antes de chegar à superfície.

Chegando nas áreas mais baixas, a rocha apresenta-se transformada, com os grãos de olivina fraturados e sílica entre eles. O caso chamou a atenção dos pesquisadores uma vez que, na Terra, quando a água entra em contato com a olivina, pode liberar hidrogênio, que serve de alimento para para alguns micróbios.

Fonte: AJN1

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