O trabalho científico intitulado “Abordagem Integrada para Avaliação da Qualidade da Água e Conformidade Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Piauí em Sergipe” foi selecionado como um dos dez melhores artigos do 5º Congresso Internacional de Engenharia Ambiental – Edição Luso-Brasileira, realizado em Curitiba (PR).
Desenvolvido pelo estudante do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua/UFS) José Carlos Freitas de Sá Filho, em conjunto com os pesquisadores Maria Gabriely de Oliveira Rocha de Souza, Samir Hipólito dos Santos e sob orientação da professora Adnívia Santos Costa Monteiro, o estudo concorreu em um universo de quase 800 pesquisas submetidas e avaliadas por três comissões julgadoras independentes.
Para José Carlos Freitas de Sá Filho, estudante autor do estudo, participar de um evento internacional dessa magnitude foi um marco para a sua formação no mestrado profissional (ProfÁgua). “Tive a oportunidade de debater os desafios da gestão de recursos hídricos e apresentar o estudo sobre a Bacia do Rio Piauí, fruto de um trabalho em conjunto do grupo de pesquisa. Esse reconhecimento de estar entre os melhores trabalhos científicos mostra a relevância da pesquisa aplicada que desenvolvemos, conectando a teoria acadêmica às necessidades reais do nosso território, que é um dos focos do ProfÁgua”, avaliou o estudante.
A orientadora do estudo, Professora Adnívia Monteiro, destaca o orgulho pelo reconhecimento do trabalho. “A pesquisa mostra como a ciência pode responder a um problema ambiental concreto do nosso território. Esse prêmio representa não apenas o reconhecimento da qualidade científica da pesquisa desenvolvida por Carlos, mas também o resultado de um trabalho de formação realizado no ProfÁgua/UFS, mostrando que podemos formar profissionais e pesquisadores capazes de transformar dados ambientais em conhecimento que contribua diretamente para a gestão dos recursos hídricos e para a proteção da sociedade”, apontou a orientadora.
Adnívia explica que os resultados revelaram que as mudanças de um ano para outro podem ser mais expressivas do que a própria diferença entre períodos de chuva e seca, especialmente diante de eventos climáticos atípicos. “Conhecer a qualidade da nossa água é o primeiro passo para protegê-la, e o trabalho de Carlos mostra que, diante das mudanças climáticas, precisamos cada vez mais de uma ciência capaz de compreender os problemas, antecipar riscos e subsidiar decisões”, finalizou.
Sobre a pesquisa
O diagnóstico avaliou a dinâmica hidroquímica e a conformidade ambiental da Bacia do Rio Piauí nos anos de 2018 e 2022 a partir de 20 pontos de amostragem do observatório SERHIDRO/SEMAC, integrando dados climáticos, índices de qualidade e análises estatísticas avançadas.
O estudo identificou que anomalias climáticas, como chuvas atípicas em períodos tradicionalmente secos, alteraram a dinâmica sazonal histórica da bacia e evidenciaram que a variação de um ano para outro pode superar o contraste tradicional entre seca e chuva.
Texto e foto Débora Zoe
Fonte: Faxaju