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Petrobras confirma descoberta de petróleo na Foz do Amazonas, no litoral do Amapá

A Petrobras confirmou, nesta segunda-feira (17), a descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A informação foi dada pela presidente da empresa, Magda Chambriard, durante uma coletiva de imprensa em Oiapoque (AP), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de outras autoridades do governo.

Com custo de US$ 1 milhão por dia, Chambriard explicou que a perfuração do poço ainda levará de 15 a 20 dias para terminar, e só então será possível mensurar o tamanho da reserva de petróleo presente na região.

“Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área”, afirmou.

“Nesse momento, temos a descoberta. O que vai dizer quando e quanto é a continuidade dessa exploração”, reiterou.

“Estão previstos mais três poços para perfuração nessa região. Além disso, há outros cinco poços em áreas adjacentes. É esse gigantesco esforço exploratório que vai nos dizer o real potencial da região”, disse Chambriard.

Na última sexta-feira (14), a estatal havia anunciado a identificação de “hidrocarbonetos” no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma lâmina d’água de 2.886 metros. Na ocasião, a Petrobras dizia apenas que esse era um primeiro indício da presença de petróleo ou gás natural na costa amapaense, mas não era possível cravar.

Antes do anúncio, o presidente Lula visitou o navio-sonda responsável pela perfuração em águas profundas. “O Amapá tem uma chance extraordinária [com a descoberta], e quem governa o estado precisa tomar cuidado com a especulação imobiliária”, brincou Lula.

Sobre a qualidade do petróleo, Lula disse que perguntou a Magda se o óleo encontrado era do tipo “Brent”, considerado uma referência de alta qualidade no mercado. Segundo o presidente, ela respondeu: “É mais que Brent, é Brent com louvor”.

“Valeu a pena. Obrigada a todos pelas reuniões e obrigada a vocês [autoridades] por levantarem a cabeça da Petrobras. Vocês sabem que há pouco tempo, com a Lava Jato, o objetivo era tentar destruir duas coisas: a Petrobras e as empresas de construção civil desse país. Mas isso aqui vai ser riqueza para o povo brasileiro e para o Amapá”, encerrou o petista.

O que a Petrobras vai fazer com a descoberta?

Segundo a Petrobras, os hidrocarbonetos foram identificados por meio de perfis elétricos e amostras de rochas coletadas durante a perfuração.

“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, disse a empresa.

A empresa é a única operadora do bloco FZA-M-59, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.

Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) afirmou que a “descoberta é significativa não apenas pela identificação da presença de petróleo, mas por indicar a possibilidade de exploração e produção em uma nova fronteira no extremo norte do país”.

Além disso, o IBP avalia que a descoberta reforça a “segurança energética nacional no médio e longo prazo”.

O achado faz parte de uma campanha exploratória mais ampla: o Plano de Negócios 2026-2030 prevê a perfuração de 15 poços na Margem Equatorial, com US$ 2,5 bilhões em investimentos na região.

Os próximos passos

A fase atual é de avaliação exploratória e busca responder, principalmente, a duas perguntas:

– Qual é o volume de hidrocarbonetos existente no reservatório;

– Se a acumulação é economicamente viável para produção.

A expectativa é que a coletiva traga atualizações sobre o andamento da perfuração, os próximos estudos técnicos e o cronograma da campanha exploratória.

Fonte: AJN1

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