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PF mobiliza mais de 450 agentes e R$ 95 milhões para segurança dos candidatos à Presidência da República

A Polícia Federal (PF) montou uma operação nacional para fazer a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026. A estrutura poderá atender até dez candidaturas ao mesmo tempo e será colocada em prática a partir de 20 de julho, depois da oficialização dos candidatos nas convenções partidárias e do pedido de proteção pelas campanhas.

Ao todo, até 458 servidores poderão ser mobilizados para a operação. O efetivo inclui agentes responsáveis pela proteção dos presidenciáveis, além de equipes de inteligência, logística e chefes de segurança.

A atuação contará ainda com o apoio das superintendências da PF em todos os estados.

Cada candidato terá um esquema de segurança próprio, definido de acordo com o nível de risco de cada compromisso de campanha. Para isso, a corporação analisará fatores como histórico de ameaças, informações de inteligência, local dos eventos, rotas de deslocamento e o contexto de segurança de cada região.

Antes de cada agenda, equipes policiais farão vistorias nos locais e trabalharão em conjunto com as policiais estaduais e municipais para organizar a segurança dos eventos.

Segundo a corporação, o número de agentes e os recursos empregados poderão mudar ao longo da campanha, conforme a necessidade. A PF também informou que não divulgará quantos policiais serão destacados para cada candidato nem o grau de risco atribuído a cada campanha.

Desde abril, a PF vem se reunindo com partidos e pré-candidatos para apresentar como funcionará a operação. Os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram comunicados sobre o esquema, e algumas campanhas participaram de reuniões específicas para esclarecer dúvidas.

A adesão ao serviço é opcional. Caso a campanha decida não utilizar a proteção da PF no início, poderá solicitar o apoio posteriormente.

Se o presidente da República disputar a reeleição, a segurança continuará sendo feita de forma conjunta pela PF e pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), como ocorre atualmente.

Dependendo da agenda, a operação poderá contar com veículos blindados, grupos táticos, equipamentos para neutralizar drones, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento de ameaças na internet e kits antibombas.

A partir de 20 de julho, a PF também colocará em funcionamento uma central de comando, em Brasília (DF), para acompanhar em tempo real as equipes espalhadas pelo país e dar suporte às operações durante a campanha.

Segundo a corporação, mais de 600 profissionais passaram por treinamentos entre 2025 e 2026 para atuar na proteção dos candidatos.

A operação terá um orçamento de cerca de R$ 95 milhões, valor que será usado na mobilização das equipes, contratação de serviços e compra de equipamentos, como viaturas blindadas, coletes balísticos, sistemas antidrone e kits de inspeção antibombas.

Fonte: AJN1

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