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Polícia Civil prende segundo investigado por esquema de fraude na compra de veículos de luxo em Sergipe

A Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), prendeu o segundo investigado por envolvimento em um esquema de estelionato que causou prejuízo de quase R$ 400 mil a uma concessionária de veículos em Aracaju. A prisão mais recente ocorreu na última quinta-feira, 14, em Ituiutaba, no estado de Minas Gerais, com apoio da Divisão de Inteligência da Polícia Civil de Sergipe (Dipol) e da Polícia Civil mineira.

As investigações apontam que os suspeitos negociavam a compra de veículos de luxo de forma remota, utilizando aplicativos de mensagens e links de pagamento associados a cartões de crédito de terceiros. Após a aprovação das transações, os automóveis eram retirados das concessionárias por motoristas de guincho enviados pelos investigados.

Segundo a delegada Lauana Guedes, responsável pelo caso, o grupo utilizava informações falsas para dificultar a identificação dos envolvidos. “Os investigados informavam endereços inconsistentes e alegavam estar em outros estados durante a negociação. Somente após a conclusão das vendas foi constatado que os pagamentos haviam sido realizados com cartões pertencentes a terceiros”, explicou.

De acordo com a apuração policial, uma das compras fraudulentas ocorreu em julho do ano passado. Dias depois, outro investigado realizou procedimento semelhante na mesma empresa, utilizando o mesmo modo de atuação.

As investigações revelaram que o esquema atingia diferentes vítimas ao mesmo tempo. Os proprietários dos cartões utilizados nas transações também eram lesados, já que descobriam posteriormente compras realizadas sem autorização em seus nomes. Após identificarem a fraude, acionavam as operadoras de crédito para solicitar o cancelamento das cobranças.

Com o estorno dos valores pelas administradoras dos cartões, o prejuízo financeiro acabava sendo suportado pela concessionária responsável pela venda dos veículos, que já havia entregue os automóveis aos criminosos.

Ainda conforme a delegada, os veículos eram revendidos rapidamente a terceiros, geralmente abaixo do valor de mercado, como forma de dificultar o rastreamento e a recuperação dos bens. “Há indícios de que o grupo atue de forma estruturada e interestadual, pulverizando rapidamente os veículos e os valores obtidos com as vendas”, detalhou.

O primeiro investigado foi preso em março deste ano. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema criminoso com atuação interestadual.

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Fonte: SSP/ SE

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