Formação teve 53 dias de duração, 722 horas/aula e contou com etapas realizadas em Sergipe, Alagoas e Bahia
A Polícia Militar de Sergipe realizou a solenidade de conclusão do IV Curso de Ações Táticas Especiais (Cate), na tarde dessa quarta-feira, 23, no Centro de Ensino e Instrução (Cei). O evento reuniu policiais militares, instrutores, alunos e familiares dos formandos.
Durante a solenidade, os novos operadores de Ações Táticas Especiais realizaram uma demonstração de intervenção, reproduzindo uma situação de crise que exigia preparo técnico, controle e precisão. Na simulação, um indivíduo, após uma tentativa de assalto, tomou pessoas como reféns, dando início a uma situação de gerenciamento de crise.
A demonstração apresentou, de forma prática, parte dos conhecimentos desenvolvidos ao longo do curso, especialmente aqueles relacionados à atuação em ambientes críticos, tomada de decisão e emprego coordenado das técnicas de Operações Especiais.
O IV Cate teve duração de 53 dias, entre 13 de julho e 3 de setembro de 2026, totalizando 722 horas/aula. A formação começou com a fase de adaptação no município de São Cristóvão e teve a etapa rústica concluída em Porto da Folha, com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Caatinga (BPCaatinga), responsável pelas instruções específicas na área de Caatinga.
A fase de instrução também foi realizada fora de Sergipe, nas cidades de Maceió, em Alagoas, na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope-AL), e Salvador, na Bahia, nas dependências do Bope-BA e da Companhia de Operações Especiais (Core-BA).
Sob supervisão da 3ª Seção do Estado-Maior-Geral da PMSE e coordenação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o curso recebeu inicialmente 37 alunos, sendo 34 policiais militares de Sergipe e três integrantes de instituições coirmãs. Ao final da formação, 20 alunos concluíram o curso com aproveitamento: 18 policiais militares da PMSE e dois policiais militares da Polícia Militar de Alagoas.
Durante a solenidade, o comandante-geral em exercício da PMSE, coronel Carlos Rolemberg, destacou a importância da capacitação permanente do efetivo e anunciou a realização de uma nova formação voltada para operações em área de Caatinga, prevista para o mês de dezembro.
Com experiência de 33 anos e seis meses na Polícia Militar, incluindo passagens pelo Batalhão de Choque e pelo Batalhão de Rádio Patrulha, o coronel também ressaltou a importância de contar com profissionais treinados para atuar em ocorrências críticas.
Para ele, situações que exigem respostas especializadas não podem ser enfrentadas de maneira improvisada. “Respostas especiais a eventos críticos não se dão no empirismo. Se dão com trabalho, com suor, com sacrifício, com visão e com ideal”, declarou.
O comandante também dirigiu uma mensagem aos alunos dos cursos de formação de praças e oficiais presentes na solenidade, incentivando-os a enxergar a formação especializada como uma possibilidade profissional construída desde o início da carreira. “Esse sonho não começa lá na frente. Esse sonho começa hoje, dentro do coração de cada um”, afirmou.
Logo em seguida, o comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), major Weniston Queiroz, destacou que a conclusão do IV Cate representa o encerramento de uma jornada que exigiu dos alunos preparo físico, disciplina, resiliência e capacidade de tomada de decisão.
Segundo o major, a atuação em Operações Especiais não se resume ao emprego de equipamentos diferenciados, mas depende principalmente da qualificação dos profissionais. “Existe uma percepção comum de que o BOPE é capaz de enfrentar as ocorrências mais complexas porque dispõe de armamentos, equipamentos e recursos diferenciados. Mas a verdade é que nenhum equipamento, por mais moderno que seja, substitui o preparo, a inteligência e a capacidade de decisão de um profissional bem formado”, afirmou.
O oficial ressaltou ainda que o objetivo da formação é preparar policiais para atuar em cenários críticos, nos quais a pressão é elevada e as decisões precisam ser tomadas com técnica, equilíbrio e responsabilidade. “O verdadeiro diferencial das Operações Especiais não está apenas naquilo que o operador carrega, mas naquilo que ele é capaz de fazer, com técnica, equilíbrio e responsabilidade, quando cada decisão pode mudar o destino de uma vida”, finalizou.
Foto: Arquivo
Fonte: ROA Acontece