Prova desafiadora e tradicional no calendário esportivo sergipano, a Corrida Cidade de Aracaju é marcada por histórias de superação e conquistas. Neste sábado, 28, durante a 41ª edição, participantes que cruzaram a linha de chegada nas primeiras colocações se reencontraram com sonhos antigos e com a certeza da realização pessoal por meio do esporte.
Em 2026, foram disponibilizadas 12 mil vagas, reunindo atletas profissionais e entusiastas da corrida de rua. O percurso de 24 quilômetros, teve início na Praça do Carmo, em São Cristóvão. Já a prova de 10 quilômetros partiu da rótula de entrada do bairro Eduardo Gomes, enquanto o trajeto de 5 quilômetros começou na Avenida Marechal Rondon, compondo um cenário desafiador que exigiu preparo físico e resistência dos competidores.
Entre os destaques da prova, o pernambucano Lucas Barboza, conhecido como “Japa”, conquistou o primeiro lugar na categoria geral masculino nos 24 quilômetros. Natural de Belo Jardim, ele celebrou não apenas a vitória, mas também a superação de episódios marcantes em sua trajetória.
“Eu sou recordista dessa prova. Eu quebrei o recorde dela em 2024, e em 2025, eu desmaiei nessa prova, no quilômetro 22. E aí, vim dessa vez pra ser campeão, mas graças a Deus consegui bater o recorde. E assim, começando o ano, na prova mais difícil do Nordeste, sendo campeão e com recorde. Só agradecer a Deus agora e juntar a minha família que tá me esperando lá em Belo Jardim”, celebrou.
A disputa masculina também contou com a performance de João Marcos Santos, que garantiu a segunda colocação nos 24 km. Ele destacou o planejamento e a confiança no trabalho desenvolvido ao longo dos meses com sua equipe técnica.
“É uma sensação de dever cumprido, a prova é muito forte, mas em nenhum momento a gente desacreditou. O trabalho foi bem feito, o professor acreditou desde janeiro, quando eu botei a prova alvo na mão dele, então foi um excelente trabalho do meu professor, de toda a minha equipe técnica. Só tenho a agradecer a Deus, à minha equipe multidisciplinar e à minha torcida lá em São Cristóvão”, afirmou.
Além do desempenho técnico, João Marcos ressaltou o significado pessoal da competição em sua vida, lembrando que a Corrida Cidade de Aracaju o fez enxergar novas possibilidades por meio do esporte.
“É superação, porque foi através dessa corrida que eu comecei a correr, foi através dessa prova que eu vi que eu tinha o potencial, a oportunidade de conseguir uma melhor condição financeira através do esporte, então essa corrida não é só dinheiro, ela tem um sentido especial pra mim”, completou.
Terceiro colocado geral masculino, Everton Silva Lima participou da Corrida Cidade de Aracaju pela primeira vez nesta edição. Ele destacou a dificuldade imposta pelas características do percurso, mas avaliou de forma positiva a organização do evento.
“Fiz uma ótima prova, é um percurso desafiador. Tenho que parabenizar a organização pelo tamanho do evento. Muito organizado, pontos de água bem planejados, de acordo com o percurso, que é muito duro. Isso favoreceu tanto a gente como a galera que vem de fora. Foi uma emoção muito grande. Eu só pensava em chorar porque é muito gratificante”, disse ele.
No feminino, o primeiro lugar geral nos 24 quilômetros ficou com Mirela Saturnino, que resumiu o sentimento após cruzar a linha de chegada como gratidão.
“Eu acho que essa prova representa, primeiramente, gratidão a Deus. Gratidão a todos os organizadores, estão de parabéns, foi perfeita a prova. Estão de parabéns, e só tenho gratidão mesmo”, destacou.
Segunda colocada nessa categoria, Aline Prudencio, de Fortaleza, no Ceará, correu pela primeira vez na Corrida Cidade de Aracaju em 2026.
“Achei uma prova boa, o clima é gostoso. Eu realmente gosto desse clima, porque da onde eu venho o clima já é assim. Então, primeiramente, só tenho a agradecer a Deus e próximo ano, se Deus quiser, estarei aqui novamente”, afirmou.
A terceira colocação ficou com Vanicleia Moura, que mantém uma relação afetiva com a corrida desde sua primeira participação. Ela destacou o carinho do público como um diferencial marcante da prova.
“Desde a primeira edição que eu vim, eu me apaixonei, principalmente pelo pessoal, pelo público, que realmente é muito caloroso, e sai das suas casas para realmente estar aqui. Então faz toda a diferença, a torcida é surreal. Eu amo essa prova e ela tá no meu calendário a cada ano. É uma sensação indescritível, porque ano passado eu estive aqui e um dia antes eu sofri uma infecção, mas mesmo assim eu encarei os 24. Porém, a preparação foi toda embora depois daquilo ali. Então, hoje, vencer essas ladeiras aqui, sem dúvida nenhuma, é muito grandioso para mim, no meu currículo”, disse ela.
Foto: Diego Souza/PMA