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Processo de extinção? Apenas 5,9% dos lares brasileiros possuem telefone fixo atualmente, revela IBGE

O telefone fixo está próximo de desaparecer completamente dos lares brasileiros. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nessa quinta-feira (2), mostram que apenas 5,9% dos domicílios ainda possuem linha fixa. O índice representa uma queda de 82% em relação a 2016, início da série histórica.

O movimento contrário ocorreu com a telefonia móvel. Em 2025, 97,4% dos domicílios brasileiros tinham ao menos um celular, o maior percentual já registrado pelo IBGE. Em 2016, esse índice era de 93,1%.

Ainda assim, cerca de 1,9 milhão de casas (2,3% do total) continuam sem qualquer tipo de telefone, fixo ou móvel. Desse montante, a maioria se concentra nas regiões Nordeste (4,3%) e Norte (2,7%) do país.

Os dados corroboram o levantamento divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no início do ano. Segundo o panorama do setor, o telefone fixo somava cerca de 20 milhões de acessos no país em 2025, uma queda de aproximadamente 3 milhões de linhas em relação a 2024. Com isso, o resultado ficou perto do registrado em 1998, quando o setor de telefonia foi privatizado.

Além da presença dos aparelhos, o IBGE avaliou a cobertura da rede móvel. Em 92,9% dos domicílios, o serviço de telefonia celular funcionava para chamadas ou acesso à internet.

O índice chegou a 96,1% nas áreas urbanas, mas ficou em apenas 68% na zona rural, mostrando que a cobertura de rede ainda é um desafio em parte do país, apesar da popularização quase total dos celulares.

TV por assinatura também segue em queda

Outro serviço tradicional em retração é o de TV por assinatura. Em 2025, 17,7 milhões de domicílios com televisão no Brasil tinham acesso ao serviço, o equivalente a 23,5% do total. Desde 2016, quando a participação era mais alta, a redução acumulada é de 10,4%.

Entre os domicílios sem o serviço, a principal razão para não contratá-lo foi a falta de interesse, citada por 62,2% dos entrevistados. Em seguida aparece o preço, considerado caro demais por 26,1%.

Fonte: AJN1

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