Evento reuniu corpo técnico qualificado dos 75 municípios sergipanos
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu nesta quarta-feira, 6, uma Oficina de Qualificação da Vigilância Integrada dos Vírus Respiratórios. A iniciativa estratégica visa consolidar a rede de monitoramento em todo o território sergipano, estabelecendo fluxos de notificação mais robustos e garantindo uma integração plena entre as gestões municipais, unidades hospitalares e a rede laboratorial do estado. O encontro ocorre em um momento crucial, preparando o Sistema Único de Saúde (SUS) local para atuar com maior precisão técnica diante da circulação de patógenos sazonais.
A capacitação reuniu um corpo técnico qualificado, composto por coordenadores de vigilância epidemiológica dos 75 municípios, equipes de vigilância hospitalar, além de representantes do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), Serviço de Verificação de Óbito (SVO), Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, Diretoria de Atenção Especializada à Saúde e da Diretoria Operacional dos Serviços de Saúde e hospitais notificadores das redes pública e privada.
O foco central do treinamento foi a qualificação dos profissionais para a identificação precoce e investigação ágil de casos, assegurando que as respostas institucionais sejam imediatas. Com a padronização dos processos, Sergipe amplia sua capacidade de resposta assistencial, melhorando a comunicação entre os diferentes níveis de serviço e otimizando o suporte aos pacientes com quadros respiratórios.
A responsável técnica da Vigilância dos Vírus Respiratórios da SES, Mariana Rosário, explicou que a oficina foi pensada para fortalecer a comunicação entre todos os setores envolvidos no monitoramento dos casos. “A gente precisa criar fluxos bem definidos entre hospitais, municípios e estado para melhorar o acompanhamento dos casos e fortalecer a vigilância dos vírus respiratórios em Sergipe. A vacina já está disponível para os grupos prioritários e é fundamental para evitar formas graves da doença. A gente não pode deixar de reforçar essa conscientização”, afirmou.
A biomédica Aline Marinho ressaltou que a capacitação ajuda os profissionais a compreender melhor o comportamento dos vírus respiratórios e o impacto da sazonalidade no atendimento. “É importante entender os fluxos e o manejo correto dos casos, principalmente no laboratório, porque um diagnóstico feito da forma adequada garante mais segurança e suporte ao paciente. Muita gente encara como uma gripe simples e continua circulando normalmente. Mas medidas como uso de máscara quando estiver gripado, lavagem das mãos e procurar atendimento quando necessário continuam sendo fundamentais”, explicou.
O superintendente do Lacen, Cliomar Alves, destacou que a uniformização dos processos fortalece a qualidade das informações e das investigações realizadas no estado. “Quando todos os serviços trabalham da mesma forma, conseguimos melhorar a vigilância, o diagnóstico e a resposta aos casos suspeitos de vírus respiratórios”, afirmou.
Fotos: Nucom Funesa
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Fonte:
Agência Oficial