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Projeto “Freando a Curva”: MPSE e UFS promovem ação de conscientização e diagnóstico da escoliose em shoppings de Aracaju

O Ministério Público de Sergipe (MPSE), por meio dos Centros de Apoio Operacional da Infância e Adolescência (CAOpIA) e da Saúde (CAOp Saúde), em parceria com a Universidade Federal de Sergipe, promoverá uma ação de conscientização sobre a saúde da coluna vertebral e prevenção da escoliose infantojuvenil nos Shoppings Jardins e Riomar. A iniciativa integra o projeto “Freando a Curva”, desenvolvido pelo Laboratório de Controle Motor e Equilíbrio Postural da UFS (LCMEP/UFS), e ocorre em alusão ao Dia Mundial da Coluna Vertebral.

A programação será aberta nesta sexta-feira, 16, das 16h às 20h, no Shopping Jardins. No dia seguinte, 17, as atividades continuam no Shopping Riomar, no espaço Jardineira (em frente ao Game Station), das 14h às 18h. Durante a ação, equipes do projeto distribuirão a “Cartilha Preventiva Projeto Freando a Curva” e prestarão orientações sobre hábitos posturais, uso correto de mochilas e os sinais clínicos do desvio na coluna em crianças e adolescentes.

A parceria do projeto “Freando a Curva” com o MPSE foi lançada oficialmente na sede da instituição, em outubro de 2025, como fruto de um esforço conjunto para ampliar o alcance do diagnóstico precoce da escoliose infantojuvenil no Estado. A iniciativa tem como finalidade a identificação precoce da escoliose em crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, encaminhando os casos diagnosticados para acompanhamento e reabilitação via Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação precoce evita o avanço da curvatura patológica e reduz a necessidade de intervenções cirúrgicas ou uso prolongado de coletes ortopédicos. 

A estimativa aponta que cerca de 2,6% da população mundial apresenta desvios posturais. Em Sergipe, levantamentos preliminares indicam mais de 7,3 mil crianças subnotificadas com alterações na coluna vertebral. A meta do projeto é ampliar os atendimentos para alcançar 10 mil crianças e adolescentes no Estado a médio prazo. 

Estudos e atendimentos especializados demonstram que grande parte das deformidades possui causa idiopática ou relação com hábitos inadequados no cotidiano. A identificação de alterações visuais — como desigualdade na altura dos ombros ou quadris — permite o encaminhamento tempestivo para avaliação médica e fisioterapêutica.

Cards: Divisão de Design e Mídia/MPSE

Fonte: Ministerio Publico de Sergipe

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