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Psicóloga destaca riscos do abuso de telas e reforça papel dos pais no controle digital

Por Barroso Guimarães 

A psicóloga Letícia Vieira participou do Programa A Hora da Notícia, da Aperipê FM, em entrevista concedida ao jornalista Barroso Guimarães, para discutir os impactos do uso excessivo de tecnologias na vida de crianças e adolescentes — tema que ganha ainda mais relevância diante das recentes atualizações na legislação voltadas ao ambiente digital.

Durante a conversa, a especialista destacou a sanção da Lei 12.211, conhecida como “ECA Digital”, que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para contemplar a realidade tecnológica atual. A legislação prevê maior controle sobre o acesso de menores a plataformas digitais, incluindo mecanismos de verificação de idade e responsabilidade das empresas que oferecem serviços online. Segundo Letícia, a medida não representa censura, mas sim uma tentativa de proteção diante do aumento de crimes no ambiente virtual.

Ao abordar o uso de dispositivos digitais, a psicóloga enfatizou que a tecnologia, por si só, não é prejudicial, mas pode se tornar nociva quando utilizada de forma inadequada. Ela explicou que três critérios são fundamentais para identificar o uso abusivo: frequência, intensidade e prejuízo. Sinais como irritabilidade, isolamento social, queda no rendimento escolar e resistência à retirada do celular indicam que o comportamento pode estar ultrapassando limites saudáveis.

Letícia também citou recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta a ausência de exposição a telas para crianças de até dois anos e limita o uso a até uma hora diária para crianças entre dois e cinco anos. Para adolescentes, embora o tempo de uso seja um fator relevante, o impacto na rotina e na saúde mental deve ser o principal ponto de atenção.

A especialista alertou ainda para o crescimento de transtornos como ansiedade e depressão entre jovens, ressaltando que o uso excessivo de telas é um dos fatores que contribuem para esse cenário, embora não seja o único. Aspectos genéticos, familiares e sociais também influenciam no desenvolvimento dessas condições.

Outro ponto abordado foi a semelhança entre o uso compulsivo de tecnologias e outros tipos de dependência. Letícia explicou que, em alguns casos, o comportamento pode estar relacionado ao chamado “transtorno do jogo”, reconhecido por manuais diagnósticos, que envolve padrões de uso intensos e prejuízos significativos na vida do indivíduo.


A psicóloga também chamou atenção para o papel dos pais no controle e na orientação do uso da tecnologia. Ela destacou a importância do monitoramento do conteúdo acessado pelos filhos e do exemplo dentro de casa, lembrando que o comportamento dos adultos influencia diretamente os hábitos das crianças.

Por fim, Letícia reforçou a necessidade de equilibrar o uso de dispositivos digitais com atividades offline, como brincadeiras tradicionais e momentos de convivência familiar. Segundo ela, o estímulo ao tédio criativo e às interações sociais presenciais é essencial para o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes.

A entrevista reforça o alerta de especialistas sobre a necessidade de um uso consciente da tecnologia, aliando os benefícios do mundo digital à preservação da saúde mental e do desenvolvimento saudável das novas gerações

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