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Quanto Eduardo Bolsonaro custou ao país antes de ser cassado? – RO Acontece

O Deputado Federal Eduardo Bolsonaro (PL) acaba de entrar para a história do Parlamento brasileiro. Não por um grande projeto, uma lei memorável ou uma atuação marcante. Mas por algo muito mais coerente com sua trajetória recente: ser cassado por não ir trabalhar.

A Câmara dos Deputados decretou a perda do mandato porque Eduardo ultrapassou o limite constitucional de faltas. Foram 59 ausências, número suficiente para qualquer deputado perder o mandato, inclusive, é importante frisar, filhos de ex-presidentes que se imaginam em missão diplomática permanente no Starbucks da Flórida.

A Constituição é simples: deputado que falta demais, cai. Sempre ouvimos falar em cargo fantasma. Eduardo Bolsonaro inovou: tornou-se o único fantasma visível, transmitindo diretamente dos Estados Unidos.

Eduardo tentou inovar também no conceito de mandato parlamentar. Criou o deputado à distância, aquele que representa São Paulo enquanto mora nos Estados Unidos, recebe salário até onde dá, mantém gabinete aberto e trabalha com o fuso horário da Fox News. Se o nome dele não estivesse no título, muita gente juraria que se trata de um esquerdista.

O problema é que o regimento interno da Câmara ainda não reconhece o modo exilado indignado como justificativa oficial de ausência.

O deputado fugiu do STF, mas não da lista de presença
Eduardo saiu do Brasil em fevereiro de 2025. Em março, pediu licença. Mas, antes disso, faltou oficialmente a sessões enquanto já estava fora do país, recebendo por dias em que não trabalhou. O resultado é que agora deve R$ 13.941,40 à Câmara.

É curioso. O mesmo deputado que passou anos dizendo que político tinha de trabalhar e que a mamata precisava acabar acabou cassado por faltar demais e ainda saiu devendo.

Não é perseguição, é planilha.
Não foi o STF que contou as faltas.
Não foi o PT.
Não foi a mídia comunista.
Foi a Secretaria-Geral da Mesa.

A burocracia venceu o discurso!

Deputado federal, ativista internacional, réu no STF

Enquanto faltava às sessões, Eduardo se dedicava a uma atividade inédita na política brasileira: articular punições internacionais contra autoridades do próprio país.

O resultado foi virar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação, acusado de tentar intimidar ministros e criar um ambiente de ameaça institucional. Em outras palavras, tentou exportar crise institucional como se fosse soja. Mas nem isso deu certo.

As sanções que ele tanto buscou não vieram, os Estados Unidos recuaram, o tarifaço caiu, a Lei Magnitsky evaporou e Eduardo ficou no exterior sem mandato, sem salário, com contas bloqueadas e agora oficialmente desempregado. Um caso raro de fracasso em todas as frentes.

A ironia final: o filho que herdou o discurso, mas não o cargo

Eduardo jurou que não renunciaria. Cumpriu.
Jurou que não voltaria ao Brasil. Cumpriu.
Jurou que estava sendo perseguido. Disse, mas não provou.

O que ele não conseguiu foi cumprir o básico: bater ponto.

A democracia brasileira fez algo absolutamente banal: aplicou a regra. Sem espetáculo, sem plenário inflamado, sem mártir. Eduardo Bolsonaro caiu não por um grande embate ideológico, mas por algo muito mais prosaico, humilhante e simbólico:  excesso de faltas.

Resumo econômico da tragicomédia

Enquanto isso, a conta do gabinete seguiu firme. Aliás, de todas as contas públicas do Brasil, essa talvez seja a mais estável.

Inflação sobe, cai, governo muda, crise vem, dólar oscila. O gasto de gabinete permanece sólido, inabalável, defendido com aquela lógica famosa de Brasília:

“Não vamos gastar menos, vamos gastar mais. Porque, se a gente gastar menos, aí sim vai faltar.”

Os números segundo  dados da Câmara dos Deputados:

  • 12 meses de gabinete
  • 13 dias de trabalho
  • R$ 1.590.354,63 gastos pelo gabinete
  • R$ 122,3 mil por dia comparecido só de verba
  • 9 assessores
  • 0 vergonha

E isso não inclui salário do deputado, cota parlamentar (cotão), auxílio-moradia nem a estrutura geral da Câmara. Saiu caro pra gente!

 

IG

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