Com mais de 80 atrações e 400 ambulantes na edição de 2026, evento organizado por Robson Viana há mais de 20 anos mostra como manifestações culturais também podem movimentar trabalho, renda e economia criativa
Resgatado há mais de 20 anos, o bloco carnavalesco Rasgadinho, reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Sergipe pela Lei Estadual nº 8.086, de 28 de dezembro de 2015, de iniciativa do então deputado estadual Robson Viana, consolidou-se como um importante evento cultural e turístico de Aracaju. Ao longo dos cinco dias de programação gratuita, a festa movimenta artistas, trabalhadores, comerciantes e diferentes setores ligados à cadeia cultural e econômica.
Na edição de 2026, segundo dados da organização do evento, o Rasgadinho contou com mais de 150 horas de programação artística, mais de 80 atrações e 16 quilômetros de cortejo. A dimensão da festa mobilizou diferentes profissionais e atividades, incluindo artistas, produtores, equipes técnicas, vendedores, trabalhadores da alimentação e bebidas, além de profissionais responsáveis pela segurança e operação.
A dimensão econômica do evento também se refletiu na participação de trabalhadores do comércio durante o período carnavalesco. Neste ano, 400 ambulantes comercializaram seus produtos em 380 ilhas destinadas à venda de bebidas e alimentação, ampliando as oportunidades de trabalho e geração de renda durante os dias de festa.
A realização de uma festa desse porte também exige uma ampla estrutura operacional. Ao todo, 300 policiais militares, civis e bombeiros atuaram durante o evento, enquanto 570 profissionais estiveram envolvidos nas atividades de segurança e operação. A estrutura de serviços também incluiu a limpeza dos espaços, que resultou no recolhimento de 28 toneladas de resíduos.
Em meio à campanha para deputado federal, Robson Viana destacou que a trajetória do Rasgadinho também contribuiu para ampliar sua visão sobre o papel da cultura no desenvolvimento de Sergipe e para a construção de propostas voltadas ao setor. “O Rasgadinho mostra, na prática, que cultura também é trabalho, renda e oportunidade. São artistas, ambulantes, produtores e diversos profissionais que encontram nesse tipo de evento uma fonte de trabalho e geração de renda. É essa visão que está em uma das nossas propostas para a Câmara Federal: valorizar a cultura sergipana, fortalecer os artistas da terra e transformar a economia criativa em uma ferramenta de desenvolvimento e geração de oportunidades para os sergipanos. O Rasgadinho é um exemplo de como podemos preservar a nossa identidade cultural e, ao mesmo tempo, movimentar a economia”, enfatiza.
Fonte: Faxaju