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São Cristóvão homenageia historiadora Ana Flávia Magalhães com Título de Cidadania Sancristovense

A Câmara Municipal de São Cristóvão concederá, no próximo dia 21 de agosto, o Título de Cidadania Sancristovense à historiadora e professora da Universidade de Brasília (UnB), Ana Flávia Magalhães Pinto. A homenagem é de autoria do vereador Marcus Lázaro.

No dia seguinte, 22 de agosto, Ana Flávia será responsável pela conferência de abertura do III Simpósio Nacional de Confrarias e Academias de Ciências, Letras e Artes, onde destacará a trajetória de Beatriz Nascimento (1942-1995), intelectual sergipana considerada uma das maiores referências do pensamento negro no Brasil.

São Cristóvão: cidade-mãe de Sergipe vira palco literário

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Cristóvão, a quarta mais antiga do Brasil e tombada pela Unesco, receberá escritores, poetas, jornalistas e acadêmicos de 70 cidades brasileiras. O evento acontecerá no Convento São Francisco, na Praça São Francisco, patrimônio cultural da humanidade.

Sob o slogan “Protagonismo, Literatura, História e Memória”, o simpósio reunirá nomes representativos do meio cultural e será organizado pela Confraria Sancristovense de História e Memória, presidida pelo historiador Adailton Andrade.

A programação terá início na sexta-feira (22), às 20h, com a Arca de Memórias, homenagens e entrega de troféus. Segue até domingo com palestras, exposições, lançamentos de livros, sessões de autógrafos, sarau literário, feira gastronômica, apresentações culturais e visitas guiadas a museus, igrejas e monumentos históricos.

“Nosso objetivo é transformar São Cristóvão em uma capital brasileira da literatura, valorizando a memória, a história e a produção intelectual do país”, destaca Adailton Andrade.

O olhar de Ana Flávia e o legado de Beatriz Nascimento

Ana Flávia Magalhães compartilhou sua expectativa para o evento:

“Nesta edição tenho a honra de realizar a conferência de abertura, cujo título é ‘Ambicioso projeto: histórias do Brasil possível à luz de Beatriz Nascimento’. Beatriz foi uma grande sergipana, uma excelente historiadora, ativista e poetisa. Uma genial intérprete do Brasil que o país não pode esquecer. Cada vez mais precisamos lembrar seu nome e referenciar seu legado. Convidamos a todos os interessados, porque o evento promete.”

Quem foi Beatriz Nascimento?

Nascida em Aracaju, em 1942, filha de Rubina Pereira do Nascimento e Francisco Xavier do Nascimento, Beatriz mudou-se com a família para o Rio de Janeiro ainda criança. Mulher negra, nordestina e migrante, construiu uma carreira brilhante como intelectual, pesquisadora e ativista.

Graduada em História pela UFRJ em 1971, estudou sob orientação de José Honório Rodrigues e atuou como professora da rede estadual de ensino do Rio. Na UFF, especializou-se em História do Brasil e participou da criação do Grupo de Trabalho André Rebouças (1974) e do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras (1975).

Beatriz desenvolveu o conceito de “sistemas sociais alternativos organizados por pessoas negras”, analisando desde os quilombos até as favelas, e deixou uma produção intelectual de forte impacto para os estudos sobre identidade negra, memória e autoafirmação racial.

Atuou ao lado de intelectuais como Eduardo de Oliveira e OliveiraLélia Gonzalez e Hamilton Cardoso, integrando pesquisas e lutas sociais. Em 1977, durante a Quinzena do Negro na USP, apresentou a conferência Histórica, consolidando sua voz como uma das principais pensadoras brasileiras do século XX.

Seu nome hoje é lembrado no programa federal “Atlânticas – Programa Beatriz Nascimento de Mulheres na Ciência”, primeira iniciativa voltada exclusivamente a cientistas negras, indígenas, quilombolas e ciganas.

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