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Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose reforça prevenção e vigilância da doença

Em Sergipe, entre 2025 e julho de 2026, foram identificados 42 casos de leishmaniose visceral

As leishmanioses são infecções graves causadas por parasitas do gênero Leishmania e transmitidas pela picada do inseto vetor conhecido como mosquito-palha. Para reforçar a prevenção e o combate à doença, entre os dias 10 e 17 de agosto, acontece a Semana Nacional de Controle e Combate às Leishmanioses, instituída pela Lei nº 12.604/2012.

A iniciativa busca fortalecer ações educativas, preventivas e de vigilância, além de divulgar avanços relacionados ao controle da doença, que pode ser dividida em leishmaniose visceral (que lesiona os órgãos internos) e a leishmaniose tegumentar (que afeta pele e mucosas). 

Cenário epidemiológico

Em Sergipe, entre 2025 e julho de 2026, foram identificados 42 casos de leishmaniose visceral, com um óbito. Somente entre janeiro e julho deste ano, o estado contabilizou oito casos da doença, enquanto no mesmo período de 2025 foram registrados 17 casos. Apesar da redução, a manutenção da vigilância permanece fundamental.

No estado, a leishmaniose tegumentar apresenta uma ocorrência bem menor. Entre 2010 a 2025, Sergipe registrou 846 casos de leishmaniose visceral e 67 da tegumentar, o que comprova a diferença de recorrência entre os dois tipos da doença. 

Sintomas, transmissão e tratamento

Febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza e anemia estão entre os principais sinais da leishmaniose visceral. Já a tegumentar, pode ocasionar feridas e úlceras superficiais ou destrutivas. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar complicações e óbitos. Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, gratuitamente, todo o tratamento para leishmaniose humana.

Vale lembrar que a doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa. No Brasil, a transmissão ocorre, principalmente, pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada.

Controle e prevenção

Para controlar e monitorar casos de leishmaniose no estado, os municípios e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) atuam em parceria, promovendo o fortalecimento da vigilância epidemiológica, entomológica e ambiental; investigação de casos e óbitos; controle de reservatórios; qualificação dos profissionais e monitoramento dos indicadores. Essas ações seguem as diretrizes do Ministério da Saúde (MS) e envolvem a integração entre vigilância, assistência, diagnóstico laboratorial, controle de zoonoses e educação em saúde. 

A população pode contribuir para a prevenção dos casos de leishmaniose mantendo quintais e terrenos limpos; evitando acúmulo de matéria orgânica; reduzindo condições ambientais favoráveis ao mosquito-palha; criando animais em condições adequadas de higiene e cuidado; colaborando com as ações dos serviços de saúde; utilizando medidas de proteção contra picadas do vetor e procurando atendimento diante de sinais e sintomas suspeitos.

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Fonte: Secretaria de Estado da Saude de Sergipe

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