Por Barroso Guimarães
José Roque de Jesus, jornalista e maratonista sergipano de 69 anos, desembarcou em São Paulo no dia 29 de dezembro para participar da centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre, marcada para 31 de dezembro. Ele integra uma delegação de cerca de 30 corredores da equipe Pé no Chão, de Sergipe, que lotam os hotéis da metrópole junto a 55 mil atletas de todo o mundo.
Roque destacou a atmosfera vibrante da cidade, onde “a vida respira São Silvestre”. A delegação chegou ao Aeroporto de Congonhas, com 40% dos voos ocupados por corredores, e os atletas retiram kits na Exposição São Silvestre, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Ibirapuera, durante quatro dias.
História da Prova
Criada em 1924 pelo jornalista Cásper Libério, da Gazeta Esportiva, inspirada em corridas de rua francesas, a primeira edição ocorreu em 31 de dezembro de 1925. Inicialmente com 6 a 8 km, largada às 23h30 e 60 inscritos (48 finishers), o percurso oficializou 15 km em 1991.
O primeiro brasileiro vencedor foi Alfredo Gomes, paulista neto de escravos e pioneiro negro nas Olimpíadas de 1924.
Trajeto e Desafios
A largada ocorre às 7h30 da Avenida Paulista, passando por Rua da Consolação, Avenida Ipiranga, Avenida São João, Pacaembu e Brigadeiro Luiz Antônio — famosa por sua ladeira exaustiva.
Preparação de Roque
Com histórico em provas como Corrida de São Cristóvão e Maratona de Sergipe, Roque enfatiza o treino constante. “O segredo é treinar. Quem enfrenta percursos longos, ladeiras e calor tem mais tranquilidade na São Silvestre”, afirmou.
A presença sergipana reforça a tradição atlética do Nordeste na icônica prova paulistana.