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Show de Calouros Anos 80 emociona comunidade e resgata memórias no Cras João de Oliveira – FaxAju

Há lembranças que resistem ao tempo. Elas se manifestam em uma canção, em uma voz no rádio, em um programa de auditório que fez parte das tardes de tantas famílias brasileiras. Foi nesse universo de memórias que as idosas atendidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) João de Oliveira Sobral, mergulharam para realizar o Show de Calouros Anos 80: Memórias e Lembranças.

O evento, que ocorreu no próprio Cras, foi promovido pela Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), e trouxe ao presente o encanto dos programas de auditório que marcaram a década de 1980, como os comandados por Silvio Santos e Chacrinha. Desde julho, as usuárias assistidas pelo Cras ensaiaram apresentações musicais e, como parte do processo, visitaram estúdios de rádio da capital para reviver a atmosfera daquele período em que o rádio ainda era o grande elo de comunicação e entretenimento popular.

Aberto à comunidade, o encontro recriou a energia irreverente do palco de Chacrinha, transformando o espaço do Cras em cenário para performances que uniram nostalgia, alegria e convivência social.

“O projeto teve como objetivo fortalecer os vínculos familiares e comunitários, ao mesmo tempo em que proporcionou às idosas a oportunidade de revisitar suas memórias afetivas. Relembrar músicas, programas e a trajetória da comunicação da época não apenas desperta lembranças, mas também reafirma o papel delas como protagonistas de suas próprias histórias”, explica Verônica Farias, coordenadora do Cras.

A educadora social e idealizadora do projeto, Lécia Maria, acrescenta que a inspiração surgiu de suas próprias vivências familiares e de experiências profissionais anteriores.

“Quando cheguei ao Cras, pensei que precisava propor algo especial, porque eu também sou artista, venho de uma família musical e sempre estive cercada por essas memórias. Ao perceber a disposição e o entusiasmo das idosas, sugeri recriar um show de calouros com músicas da época delas, que carregassem histórias e afetos. Levamos o grupo para conhecer estúdios de rádio e TV, para mergulhar nesse universo, e a partir daí o projeto ganhou força. Com a colaboração de amigos artistas, transformamos nosso espaço em um verdadeiro palco, com direito a personagens marcantes e atrações especiais. Foi assim que nasceu o Show de Calouros Anos 80: Memórias e Lembranças”, relata Lécia.

Entre as participantes que subiram ao palco, a emoção também foi traduzida em palavras. Nadja Silva, assistida pelo Cras e uma das cantoras da noite, destacou a transformação que o projeto trouxe para sua vida.

“Esse momento é muito importante, a gente já foi levada para conhecer rádios, e isso foi ótimo, o dia de hoje foi uma bênção pra mim, graças a Deus. Estou feliz, minha vida melhorou 100% depois que entrei aqui no Cras, a gente brinca direto e é realmente especial o que fazemos aqui”, relatou Nadja.

Outra usuária do serviço, Ilza Araújo, que se apresentou caracterizada e interpretou forró durante o show, descreveu o quanto a experiência representou a realização de um antigo desejo.

“É uma sensação boa, de alegria ver vocês todos aqui, me diverti e curti muito. Era meu sonho cantar e pelo menos realizei o sonho de criança, foi maravilhoso estar no Cras”, afirmou Ilza.

A atmosfera nostálgica ganhou ainda mais força com a presença de Eduardo Freitas, intérprete do icônico Chacrinha. Convidado para integrar o evento, Eduardo, que nasceu em São Paulo, é formado em Artes Cênicas e tem 47 anos de carreira, já tendo atuado em novelas e em circos.

“Foi com muita alegria que participei desse evento porque me disseram que aqui estavam reunidos vários corações cheios de lembranças e de alegrias, por terem vivido um passado e por estarem comemorando a vida no presente. Eu faço parte disso e tinha que estar aqui. Tive o maior prazer em interpretar o Chacrinha neste programa de calouros junto com a equipe do Cras”, disse o artista.

A PLATEIA

A emoção também esteve presente na fala da estudante Sophia Lima, de 12 anos, que acompanhou o evento como admiradora. Para ela, a atividade representa inspiração e alegria.

“Eu sempre vejo as apresentações e fico arrepiada, é muito gratificante ver o quanto essas atividades trazem alegria para as pessoas e também para quem está em casa acompanhando de perto, acho muito importante esse tipo de projeto no Cras, porque ele motiva, envolve e dá vontade de participar”, declarou a jovem.

Entre o público, familiares também fizeram questão de valorizar a iniciativa. Hipojucan Martins, autônomo que foi prestigiar a sogra no evento, concordou com Sophia.

“É muito importante e deveria acontecer todos os anos, para ressaltar o valor do Cras para a sociedade, foi muito legal resgatar os anos 80 e trazer recordações para as pessoas mais velhas”, afirmou Hipojucan.

Foto ascom Semfaz

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