O Sport Club do Recife foi formalmente notificado na terça-feira (13) por não ter repassado a segunda parcela dos valores devidos a Pedro Lima e ao agente do atleta, referentes à venda do lateral-direito ao Wolverhampton, da Inglaterra.
Valores em aberto
Segundo a notificação, o clube precisa pagar 1,2 milhão de euros ao jogador e 280 mil euros ao empresário. Convertidos, os montantes somam cerca de R$ 9,3 milhões.
Detalhes da negociação
Pedro Lima foi vendido em 2024 por 10 milhões de euros (aproximadamente R$ 61 milhões na época), divididos em duas parcelas: 6 milhões de euros com vencimento em 1º de dezembro de 2024 e 4 milhões de euros a serem quitados em 1º de dezembro de 2025.
Conforme contrato, 30% do valor de cada parcela caberiam ao atleta e 7% ao agente, enquanto 63% permaneceriam com o Sport.
Antecipações e deságios
Em nota divulgada nesta quarta-feira (14), o clube explicou que as duas parcelas foram antecipadas por meio de uma instituição financeira estrangeira, operação que gerou deságios de 191.587 euros na primeira parcela e 131.285 euros na segunda.
De acordo com o comunicado, o primeiro repasse, correspondente à parcela antecipada de agosto de 2024, foi pago ao jogador em fevereiro de 2025 e ao agente em janeiro do mesmo ano.
Gestão anterior exibe comprovantes
A assessoria do ex-presidente Yuri Romão apresentou recibos que confirmam o pagamento de pouco mais de R$ 5 milhões a Pedro Lima em 13 de fevereiro de 2025 e de cerca de R$ 1,4 milhão ao empresário em 31 de janeiro do mesmo ano.
Divergência nos percentuais
Na época da venda, a antiga diretoria informou que 30% do valor total seriam divididos entre atleta e agente. A atual gestão, contudo, afirma que o jogador tem direito a 30% e o representante a 7% separados.
Até o momento, não houve esclarecimento sobre a diferença de aproximadamente R$ 6 milhões que faltariam para completar os R$ 18,3 milhões devidos ao atleta.