O segundo sábado da Vila da Páscoa, este dia 11 de abril, na Orla da Atalaia, em Aracaju, reuniu diversas famílias no Teatro da Vila, que contou com apresentações cênicas e de dança. Diariamente, desde o último dia 3, o local diverte, emociona e entretém o público, além de valorizar diversos artistas sergipanos.
Os espetáculos da noite foram ‘Vou te contar: história da Páscoa’, do Coletivo Teatro de Mala e ‘Redenção – Ele Vive’, da Companhia de Dança Loucurarte. Na primeira, três animais encenaram renascimento, travessia e fé, como explicou o artista o Ewertton Nunes, que interpretou um coelho. “A narrativa ressignifica símbolos e referências conhecidas para falar de recomeço. O público abraça muito esse espetáculo porque ele fala de esperança”, pontuou.
Para Ewertton, o Teatro da Vila já se consolidou como uma vitrine para os artistas sergipanos. “Esse projeto faz com que o teatro sergipano seja visto pelos turistas e pelo seu povo, criando memórias que ficarão no imaginário das crianças e dos adultos por gerações”, celebrou.
Julia Beatriz, de 10 anos, que assistiu ao espetáculo com o pai e com duas amigas, subiu ao palco durante uma interação e disse que não vê a hora de voltar. “Vim no primeiro dia e vou voltar muitas vezes. Achei muito legal e desejo a todos uma Feliz Páscoa”, afirmou.
Priscila Oliveira, mãe de Arthur, 2, estava na expectativa para apresentar o Teatro da Vila ao filho. “Cheguei cedo para conseguir aproveitar. Arthur amou, não parava de pular. Quero vir novamente com ele e chamar mais gente”, revelou.
Com 15 bailarinos, entre crianças, adolescentes e adultos, sete deles cadeirantes, o espetáculo de dança Redenção – Ele Vive emocionou o público. “Abordamos a Paixão de Cristo, a Ressurreição. Nossos bailarinos mostram a potência de uma pessoa com deficiência em cima do palco. O público sempre celebra conosco e isso é o que motiva anos e anos de ensaio”, comemorou o coordenador do grupo, Osmário Campos.
Ele também destacou a presença de intérprete de Libras em todos os espetáculos, além da acessibilidade em todo o evento. “São rampas e banheiros acessíveis. Isso faz muita diferença. Agradecemos o apoio e as portas sempre abertas, principalmente da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania”, agradeceu.
Há três anos na Companhia, Matheus Henrique enfatizou que a emoção de subir ao palco é uma via de mão dupla. “A deficiência não me impede. Inclusive, subir ao palco faz com que passemos esperança ao público, mostrando que não há limites para quem quer ir além”, ressaltou.
Josefa de Jesus da Silva, avó da bailarina Pérola Beatriz, a acompanha em ensaios e apresentações e afirma que sente orgulho da neta. “Fazer parte dessa companhia é importante para ela e para todos os outros, ficam com a mente boa. Acho tudo lindo e considero todos eles meus netos”, frisou com carinho.
O Teatro da Vila funciona todos os dias, sempre com dois espetáculos: às 18h e à 20h. O espaço, com capacidade para 80 pessoas, tem entrada gratuita e o acesso se dá mediante fila.
Vila da Páscoa 2026
O evento segue até o dia 26 de abril, todos os dias, das 17h às 22h. Além do teatro, o público pode aproveitar atrações gratuitas como roda-gigante, toca do coelho, labirinto mágico, espaço recreativo, fábrica de chocolate, brinquedos acessíveis, e toda a cenografia e iluminação.
A Vila da Páscoa é um evento realizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap) e das secretarias de Estado da Comunicação Social (Secom), da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic) e do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). O evento, que movimenta a cultura, o turismo e promove a geração de renda, conta com apoio da Netiz, Energisa, Deso, Iguá Sergipe, Fecomércio/SE, Senac/SE, Governo Federal e Ministério do Turismo, e patrocínio do Banese.
Foto: Igor Matias