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Toni Sando aponta Turismo doméstico como oportunidade em cenário global instável

Divulgação

Toni Sando é presidente da Unedestinos (União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos)

Em um mundo marcado por incertezas, conflitos e restrições crescentes, o Turismo internacional enfrenta novos desafios que impactam diretamente o comportamento dos viajantes.

Nesse contexto, o Brasil encontra uma oportunidade valiosa: olhar para dentro e fortalecer o Turismo doméstico como motor de desenvolvimento econômico e social.

Mais do que reagir à instabilidade global, trata-se de assumir uma estratégia consistente que valorize os destinos nacionais, estimule o brasileiro a explorar o próprio país e transforme potencial em ação concreta.

O raciocínio é de Toni Sando, presidente da Unedestinos (União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos), em seu mais recente artigo.

Confira o artigo abaixo:

Quando o mundo se fecha, o Brasil pode se abrir

“O cenário global de 2026 é de instabilidade. Guerras, tensões, falta de combustível e restrições migratórias estão redesenhando o turismo. No mundo das viagens, a segurança e previsibilidade passaram a ser decisivas. Agora, o Brasil pode encontrar espaço para se posicionar, ainda mais com um calendário favorável de feriados ao longo do ano.

A resposta mais imediata diante de um cenário tão incerto está no turismo doméstico. Em momentos de incerteza mundial, o brasileiro deve ser estimulado a viajar mais pelo próprio país, sustentando a economia do visitante e fortalecendo nossos destinos. Para isso, precisamos estimular o turismo interno com campanhas contínuas, melhorar a conectividade aérea e terrestre, reduzir custos com redução de impostos e incentivos fiscais e garantir a sensação de segurança e qualidade nos serviços, mas, infelizmente, não creio que seja essa a pauta em ano eleitoral.

Precisamos sair dos planos no papel e comitês intermináveis, da burocracia, do excesso de comissões e grupos de trabalho para mostrar o Brasil que o brasileiro ainda não conhece. O país já conta com conselhos nacional, estaduais e municipais que integram poder público e sociedade civil. Há muitas ideias, propostas e visões. O desafio é transformar esse capital em ações concretas de promoção imediata, usando todos os recursos de comunicação e de especialistas digitais que temos disponíveis. Temos consciência de que apenas um salão e/ou exposição regional num país dessa dimensão, não faz verão.

Um bom exemplo é o modelo de atuação da Embratur no exterior, com estratégia, consistência e presença coordenada. Tenho convicção de que daria muito certo se esse modelo fosse replicado no mercado nacional. Outro exemplo são os membros da Unedestinos, Organizações de Visitors e de Convention Bureaus que atuam na promoção dos destinos e captação e apoio a eventos, integrados com seus associados, entidades setoriais e poder público local.

Promover o Brasil para os brasileiros não é uma política de governo, mas política de Estado, para desenvolvimento dos destinos turísticos. Nosso país tem muita vantagem competitiva. O desafio é ter uma sociedade civil organizada e lideranças públicas que transformem planos em execução, não em votos”.

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