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um Legado de honra e serviço à sociedade sergipana – P.M.S.E.

No dia 8 de agosto de 1904, na cidade de Porto da Folha, estado de Sergipe, nasceu Hermeto Rodrigues Feitosa. Filho de Antônio Rodrigues Feitosa e Maria do Céu Feitosa, pertencentes a uma família de classe média, foi criado de forma simples, conforme os padrões sociais da época, recebendo uma formação sólida de caráter, alicerçada nos valores familiares e sociais.

Desde cedo, demonstrou disposição para o trabalho. Aos 12 anos, iniciou sua trajetória profissional como aprendiz de ofício no Exatório – repartição responsável pela cobrança de impostos –, em atividade na Ilha do Ouro. Em seguida, trabalhou como caixeiro em uma fábrica de descaroçamento de algodão em Porto da Folha, e posteriormente desempenhou diversas funções na cidade de Propriá. Já na cidade de Riachuelo, por suas habilidades e inclinações religiosas, atuou como sacristão, auxiliando o Padre João de Souza Marinho, pároco local. Retornando a Porto da Folha, continuou a exercer essa função junto ao Padre Antônio de Freitas.

Foi nesse período que conheceu a jovem Berenice, com quem iniciou um relacionamento. Casaram-se em 21 de outubro de 1923.

Diante das novas responsabilidades familiares, Hermeto buscou melhores oportunidades e, em 1925, aos 21 anos, mudou-se para Aracaju, onde ingressou na Polícia Militar do Estado de Sergipe. Com determinação e vontade de vencer os desafios, conciliava sua função como soldado com os estudos noturnos no Colégio Tobias Barreto. Seu empenho o levou à promoção à graduação de Cabo e, em 1929, ao posto de 2º Tenente.

Ainda em 1929, foi designado Delegado de Polícia em Porto da Folha. Em 1931, foi convocado para combater o cangaço, e, no primeiro semestre de 1932, assumiu o comando da volante de Canindé de São Francisco, composta por 30 policiais.

No mesmo ano, teve sua atuação na campanha contra o cangaço temporariamente suspensa para integrar a tropa sergipana enviada para combater os revoltosos da Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Coube a ele o comando da 3ª Companhia. Pela bravura demonstrada no enfrentamento dos revoltosos, Hermeto recebeu, ainda em solo paulista, duas promoções por atos de coragem: a de 1º Tenente e, em seguida, a de Capitão – ambas ratificadas pelo então interventor de Sergipe, Maynard Gomes.

Em 1935, foi promovido ao posto de Major pelo Governador Ferreira de Carvalho e designado Comandante do Batalhão com sede em Itabaiana. No final de 1938, retornou a Aracaju para assumir a função de Subcomandante-Geral da Polícia Militar. Em 1945, foi promovido a Tenente-Coronel e, no ano seguinte, nomeado Comandante-Geral da Corporação.

Ainda em 1946, pediu exoneração do cargo de Comandante-Geral da PMSE para se candidatar à Assembleia Legislativa. Foi eleito Deputado Constituinte em 1947 e reeleito em 1950. Em 1952, assumiu a Secretaria da Fazenda, Produção e Obras Públicas do Estado. No ano seguinte, tornou-se Presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe. Em determinado momento da gestão do Governador Arnaldo Rolemberg Garcez, diante da ausência do governador e de seu vice, Edézio Vieira de Melo, Hermeto Feitosa chegou a assumir interinamente o Governo do Estado.

Ao longo de sua vida, desempenhou diversas funções públicas com ética, compromisso e espírito público. Paralelamente, teve destacada atuação na Maçonaria. Atualmente, dá nome à cadeira nº 13 da Academia Maçônica Sergipana de Artes, Ciências e Letras, da qual é patrono.

Registros históricos apontam ainda sua passagem por uma fábrica descaroçadora de algodão, em Propriá, antes de seu ingresso na Polícia Militar.

O Coronel Hermeto Rodrigues Feitosa faleceu em 16 de setembro de 1992, aos 88 anos de idade. Sua trajetória é marcada por valores que o consagraram como homem público exemplar e cidadão de conduta ilibada, cuja memória merece ser lembrada, respeitada e enaltecida por todos os sergipanos.

Como forma de eternizar esse legado, a Polícia Militar do Estado de Sergipe criou, em julho de 2025, a Moeda Coronel Hermeto Rodrigues Feitosa, que passará a compor o acervo do Museu da Corporação. A honraria tem por finalidade agraciar policiais militares e personalidades civis que tenham prestado relevantes serviços à sociedade sergipana.

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