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Grupo C da Copa do Mundo 2026: o que você precisa saber sobre Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti

O sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado nesta sexta-feira (5), em Washington, capital dos Estados Unidos, definiu quem estará no Grupo C do torneio, que pela primeira vez será disputado por 48 seleções.

Cabeça de chave, o Brasil enfrentará na primeira fase Marrocos, Escócia e Haiti, em jogos que acontecem entre os dias 13 e 24 de junho, nos Estados Unidos.

A Fifa divulgará neste sábado (6) a tabela completa da Copa, com horários e ordem dos jogos, mas a seleção brasileira sabe que estreará contra Marrocos no dia 13 de junho, em Boston ou Nova Jersey. Depois, o time de Carlo Ancelotti pega o Haiti, no dia 19 de junho, e fecha a campanha contra Escócia, dia 24.

Os participantes do Grupo C jogarão em cinco sedes diferentes, de acordo com o cronograma da Fifa: Boston, Nova Jersey, Filadélfia, Miami e Atlanta.

Veja a ordem dos jogos do Grupo C:

13 de junho
Brasil x Marrocos
Escócia x Haiti

19 de junho
Brasil x Haiti
Marrocos x Escócia

24 de junho
Brasil x Escócia
Marrocos x Haiti

Conheça um pouco mais sobre cada seleção do Grupo C:

BRASIL

Histórico em Copas: 23 participações (1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026)
Última participação: 2022 (quartas de final)
Melhor resultado: Campeão (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
Campanha nas eliminatórias: 8 vitórias, 4 empates e 6 derrotas
Ranking da Fifa: 5º lugar
Destaque: Vinicius Jr. (atacante do Real Madrid)
Técnico: Carlo Ancelotti

A única camisa pentacampeã do mundo e que jamais ficou fora de uma Copa chega bem mais desacreditada do que em outras vezes. Se o time de Tite viajou como um dos favoritos em 2018 e 2022, para voltar à casa mais cedo após cair nas quartas de final, o atual enfrentou um ciclo tumultuado e cheio de problemas, com três técnicos brasileiros (Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior) até a chegada de Carlo Ancelotti. O italiano multivencedor chegou há pouco, resgatou figuras como Casemiro e deu uma cara à seleção em meio às dúvidas sobre o aproveitamento de Neymar. Talento, história e experiência não faltam, mas Carletto será suficiente para colocar nos trilhos uma equipe prestes a completar 24 anos sem ganhar o Mundial?

MARROCOS

Histórico em Copas: 7 participações (1970, 1986, 1994, 1998, 2018, 2022 e 2026)
Última participação: 2022 (semifinal)
Melhor resultado: 4º lugar (2022)
Campanha nas eliminatórias: 8 vitórias
Ranking da Fifa: 11º lugar
Destaque: Achraf Hakimi (lateral do PSG)
Técnico: Walid Regragui

Talvez nem todos se lembrem, mas o Marrocos foi a grande surpresa da última Copa do Mundo. A vaga nas semifinais, interrompida apenas com derrota para a vice-campeã França, consolidou uma geração que, embora saiba que é difícil, vai tentar repetir as boas memórias em 2026. No comando, está Walid Regragui, técnico que dirige o país desde agosto de 2022. No ciclo pré-Mundial, os marroquinos venceram o Brasil em amistoso, passaram com 100% pelas eliminatórias se candidataram a novamente brilhar, agora na América do Norte. Tudo isso antes de ser uma das sedes do torneio de 2030, em conjunto com Espanha e Portugal.

ESCÓCIA

Histórico em Copas: 9 participações (1954, 1958, 1974, 1978, 1982,1986, 1990, 1998 e 2026)
Última participação: 1998 (fase de grupos)
Melhor resultado: fase de grupos (1954, 1958, 1974, 1978, 1982,1986, 1990 e 1998)
Campanha nas eliminatórias: 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota
Ranking da Fifa: 36º lugar
Destaque: Scott McTominay (meia do Napoli)
Técnico: Steve Clarke

Adversária do Brasil na abertura da Copa de 1998, quando um gol contra decidiu a vitória suada do time de Zagallo, a Escócia não sabe o que é disputar uma Copa do Mundo justamente desde aqu participação. As derrotas ficaram para trás em uma campanha com quatro vitórias em seis rodadas nas eliminatórias, o que garantiu a liderança de uma chave com Dinamarca, Grécia e Belarus. A geração do lateral Robertson e do meia McTominay, que brilham há tempos na Europa, quer dar um passo a mais e continuar o conto de fadas.

HAITI

Histórico em Copas: 2 participações (1974 e 2026)
Última participação: 1974 (fase de grupos)
Melhor resultado: Fase de grupos (1974)
Campanha nas eliminatórias: 6 vitórias, 3 empates e 1 derrota
Ranking da Fifa: 84º lugar
Destaque: Duckens Nazon (atacante do Esteghlal)
Técnico: Sébastien Migné

Haiti jogou contra todos os prognósticos para voltar a jogar uma Copa do Mundo. Em um grupo com Costa Rica e Honduras, com bem mais experiência internacional, a seleção dirigida pelo francês Sébastien Migné alcançou o improvável e se colocou de novo em um Mundial, o que não acontecia desde o distante 1974. O grande nome da campanha foi o atacante Duckens Nazon, que garantiu pontos cruciais – como o empate por 3 a 3 contra os costarriquenhos – e agora está a cinco gols de se tornar o maior artilheiro da seleção. Será que o recorde virá em 2026?

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