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Sergipe estreia no mapa nacional do debate científico com 1º Congresso Sergipano de Neurodesenvolvimento

Por Barroso Guimarães 

Sergipe entra no cenário científico nacional com a primeira edição do Congresso Sergipano de Neurodesenvolvimento, marcado para 13, 14 e 15 de abril no Teatro Tobias Barreto. O evento reúne especialistas para debater TDAH, TOD, TEA, síndrome de Down e transtornos de aprendizagem como dislexia, disgrafia e discalculia.

A proposta foca em ciência aplicada à prática diária, cuidado humanizado e abordagens interdisciplinares, unindo saúde e educação para melhor atendimento às famílias.

Karen Albuquerque, médica especialista em Medicina da Família e Comunidade e uma das organizadoras, concedeu entrevista ao programa A Hora da Notícia, da Aperipê FM 106,1, com o jornalista Barroso Guimarães. Autista e mãe de duas crianças no espectro autista, ela destacou sua experiência em palestras pelo Brasil como motivação principal.

“Palestrava no Sudeste, Sul e Centro-Oeste e via o impacto em profissionais e famílias. Quero trazer referências nacionais ao Nordeste para aprimorar práticas locais e transformar vidas”, explicou Karen.

O público inclui profissionais de saúde e educação, com acesso livre para pais de crianças atípicas. Inscrições estão abertas no Instagram do congresso, no lote 1. “Pais muitas vezes não entendem as terapias ou as replicam em casa. Usamos linguagem científica acessível”, afirmou.

Palestrantes como Dr. Tiago Castro (autismo), Dr. Rafael Rangel (TDAH) e Kédina Macau (inclusão escolar) são atrações. “Toda criança pode aprender, mas nem todo professor está preparado para ensinar”, citou Karen, enfatizando adaptações curriculares.

A interdisciplinaridade é essencial: médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, terapeutas, professores e pais formam uma rede colaborativa. “O diálogo entre eles melhora a qualidade de vida das crianças.”

Sergipe, o menor estado do Brasil, se posiciona como referência no Nordeste com esse marco. Karen, que já organizou eventos prévios e lançou o livro Neurodivergente: Potencial Além do Diagnóstico (com Kátia Albuquerque e Kédina Macau), une sua trajetória pessoal ao projeto.

“Transformei minha maior dor em propósito. O congresso mudará vidas de quem participar e de quem eles atenderem depois. Garanta sua vaga já, antes que esgote.”

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