A Apple tomou a medida incomum de aumentar os preços de todos os Macs, iPads, dispositivos domésticos e do Vision Pro nessa quinta-feira (25), em uma tentativa de compensar o aumento de custos causado por uma escassez sem precedentes de chips de memória e armazenamento.
Os reajustes, já aplicados na loja online da empresa, têm efeito global. A Apple não elevou os preços de iPhone, Apple Watch ou AirPods nesta rodada, mas indicou que novos ajustes podem ocorrer em outros produtos no futuro.
As ações da Apple chegaram a cair até 5,3%, para US$ 277,67, no maior recuo intradiário em mais de quatro meses.
O preço inicial do MacBook Neo subiu para US$ 699, ante US$ 599, enquanto o MacBook Air de 13 polegadas passou para US$ 1.299, de US$ 1.099. O MacBook Pro de 14 polegadas foi para US$ 1.999, de US$ 1.699, enquanto o modelo de 16 polegadas passou a custar a partir de US$ 2.999, ante US$ 2.499.
O iMac agora parte de US$ 1.499, contra US$ 1.299, enquanto o Mac Studio subiu para US$ 2.499, ante US$ 1.999.
Um porta-voz da Apple afirmou que “a rápida expansão dos data centers de IA criou um aumento extraordinário na demanda por memória e armazenamento” e que a empresa “nunca viu um aumento tão grande e tão rápido no preço de componentes”.
A Apple acrescentou que vinha “protegendos nossos clientes desses aumentos até agora, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a reajustar preços em vários produtos, incluindo os aumentos de hoje para iPad e Mac”.
Os reajustes são amplamente inéditos na história recente da Apple, sem precedentes em termos de aumento simultâneo em diversas linhas de produtos. A empresa já havia elevado preços de modelos individuais no passado, mas não em várias categorias ao mesmo tempo.
Em março, a companhia já havia aumentado preços do MacBook Air e MacBook Pro junto com atualizações de especificações.
“Sabemos que esta não é uma notícia bem recebida, e estamos trabalhando intensamente para encontrar soluções”, disse a Apple.
O MacBook Neo de maior capacidade passou a US$ 799, ante US$ 699. O MacBook Pro de 16 polegadas totalmente configurado agora chega a US$ 9.999. O MacBook Air de 15 polegadas passou para US$ 1.499, ante US$ 1.299.
O Mac mini com configuração M4 Pro subiu para US$ 1.599, ante US$ 1.399. O modelo básico também teve aumento recente, de US$ 599 para US$ 799, com eliminação de uma versão de entrada.
O iPad Pro de 11 polegadas passou para US$ 1.199, de US$ 999, enquanto o modelo de 13 polegadas foi para US$ 1.499, de US$ 1.299. O iPad Air de 11 polegadas subiu para US$ 749, ante US$ 599, e o de 13 polegadas para US$ 949, ante US$ 799. O iPad básico agora custa US$ 449, ante US$ 349, e o iPad mini US$ 599, ante US$ 499.
O HomePod padrão passou para US$ 349, de US$ 299, enquanto o HomePod mini subiu de US$ 99 para US$ 129. O Apple TV foi de US$ 129 para US$ 199. O Vision Pro agora parte de US$ 3.699, ante US$ 3.499.
Executivos da Apple disseram na última teleconferência de resultados que a escassez de memória deve piorar ao longo do ano.
O CEO Tim Cook afirmou que a falta de componentes também está afetando a oferta, com muitos Macs enfrentando restrições e atrasos.
“Não estamos no ponto de dizer que isso vai acabar tão cedo”, disse Cook.
O futuro CEO da empresa, John Ternus, herdará a crise de memória quando assumir em 1º de setembro, sucedendo Cook. A escassez também impacta o lançamento de novos produtos, incluindo atrasos no Mac Studio.
A Apple também afirmou que o iPhone tem sido menos afetado pela falta de memória do que os Macs, mas enfrenta escassez de processadores.
A empresa deve lançar novos iPhones em setembro, incluindo um modelo dobrável com preço acima de US$ 2.000, além de versões Pro mais caras, o que deve pressionar ainda mais os preços.
Fonte: AJN1