O ex-prefeito de Itabaiana e candidato ao governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho, será submetido nesta sexta-feira (28), no Hospital São Luiz, em São Paulo, a um procedimento cardíaco minimamente invasivo para fechar o forame oval patente (FOP), uma pequena abertura entre as câmaras do coração que normalmente se fecha após o nascimento.
Valmir foi internado na última segunda-feira (24), no Hospital Primavera, após apresentar um leve mal-estar durante a noite do domingo (23). Os exames iniciais constataram que ele havia sofrido uma isquemia cerebral.
A intervenção será realizada por cateterismo, sem necessidade de cirurgia aberta. O procedimento dura cerca de uma hora e consiste na introdução de uma pequena prótese, semelhante a uma sombrinha, por uma veia na virilha. O dispositivo é conduzido até o coração para fechar a abertura. Com o tempo, o próprio tecido do organismo recobre a prótese.
Em entrevista ao Jornal da Fan, o médico e candidato ao Senado Eduardo Amorim explicou que Valmir foi submetido a um ecocardiograma transesofágico, exame que identificou a persistência do forame oval.
Segundo Amorim, o FOP é uma estrutura presente durante a vida fetal e que normalmente se fecha após o nascimento. “Na primeira respiração que o bebê faz, ele já fecha esse buraco. Esse forame oval é uma coisa anatômica, natural.”
O médico afirmou que cerca de 25% da população mantém o forame oval aberto ao longo da vida sem apresentar sintomas. Em alguns casos, a condição só é identificada durante exames realizados por outros motivos ou após alguma complicação.
“No caso de Valmir se percebeu porque ele teve uma isquemia cerebral, foi se buscar todas a causas e uma das possíveis, previstas na literatura, na medicina mundial, foi a persistência do forome oval, foi lá e se detectou. Era preciso mais exames para se confirmar, hoje em dia tem uma técnica moderna que você tapa esse buraco, faz esse remendo, digamos assim, sem fazer cirurgia.”
O procedimento desta sexta-feira tem como objetivo fechar a comunicação entre as estruturas cardíacas e reduzir o risco de novos eventos relacionados à persistência do FOP.
Fonte: AJN1